Jogo Online Os pagamentos e a volatilidade das slots continuam a influenciar as preferências dos jogadores em Portugal
Cada jogador define agora o seu perfil e adapta os jogos que escolhe a esse mesmo perfil. Já não é o jogador que se adapta aos jogos disponíveis, é o jogador que adapta os jogos disponíveis ao seu perfil. A personalização e adaptação da experiência estão a assumir, agora, um papel cada vez mais preponderante nesta indústria.
Os últimos anos do setor do entretenimento digital têm sido marcados por uma transformação global. O progresso tecnológico permanente, os novos sistemas de inteligência artificial e o advento do jogo móvel têm tido reflexos significativos na forma como os utilizadores escolhem e interagem com diferentes formatos de jogo online.
Esta evolução tem contribuído, sobretudo, para uma crescente variedade de opções de jogo disponíveis. Esta maior hipótese de escolha obriga os jogadores a serem mais criteriosos na hora de escolher os jogos que querem jogar, levando-os a prestar maior atenção a características técnicas às quais anteriormente eram alheios, quando o leque de opções era mais curto.
Mas existem outros fatores na equação. Esta é uma mudança mais ampla e que acompanha uma tendência observada em Portugal e em vários mercados europeus e internacionais. Nasce não só da evolução tecnológica, que fez aumentar exponencialmente os catálogos de jogos, mas também do crescimento do público que joga e de um maior interesse dos jogadores em conteúdos explicativos e dados que ajudam a contextualizar as suas diferentes experiências digitais.
Do nicho para o público geral
Desta forma, certas características e funcionalidades, ilustres desconhecidas até então, entraram definitivamente no léxico dos jogadores. Falamos de termos técnicos agora famosos como volatilidade, RTP, modelos de recompensa e frequência de pagamentos. Esta nova realidade tornou-se especialmente relevante nos jogos de slot machine, o jogo com maior volume de oferta nos casinos online portugueses, por vezes com milhares de opções disponíveis.
Este tipo de informações técnicas sobre as slots, anteriormente mais associadas a nichos de especialistas ou a comunidades de jogadores mais interessados, são agora acessíveis e alvo de acesos debates dentro de um público mais vasto e genérico. A multiplicação de portais online dedicados à análise, comparação e guias de jogos e casinos contribuiu também decisivamente para esta generalização do conhecimento.
Volatilidade e outras: características e funcionalidades no centro da escolha
A volatilidade é o exemplo perfeito de um termo que saiu de um certo anonimato para uma popularidade incontornável. Hoje em dia, já começam a ser poucos os jogadores que tentam a sua sorte, por exemplo, numa slot machine, sem antes consultarem o seu nível de volatilidade.
Em termos gerais, é uma especificidade técnica que estima a frequência e a dimensão potencial dos prémios de um determinado jogo. Os jogos classificados como sendo de baixa volatilidade tendem a distribuir prémios de forma mais frequente, embora normalmente de menor valor. Já os modelos de volatilidade elevada geram períodos mais longos sem distribuir prémios relevantes, mas têm um potencial maior para distribuir prémios mais significativos.
O RTP (Return To Player), por seu turno, é a taxa, expressa em percentagem, que mede o potencial retorno ao jogador de uma sessão de um determinado jogo. Por exemplo, um RTP de 96% significa que, teoricamente, por cada 100 euros investidos no jogo, é expectável que o jogador recupere 96. Apesar de ser apenas uma estimativa, tem-se revelado decisiva no processo de decisão dos jogadores, que procuram jogos com o maior RTP possível, idealmente acima dos 96%.
A transparência e a informação ganham peso e relevância
Esta tendência de mercado veio para ficar e os estúdios criativos que desenvolvem estes jogos foram lestos a perceber que deviam optar por um modelo de maior transparência e informação. Atualmente, praticamente todos os títulos incluem descrições detalhadas sobre as suas características técnicas, funcionalidades e mecânicas, sob pena de serem postas de parte pelos jogadores por falta de transparência e de informação.
Para os operadores e produtores de conteúdos, esta mudança foi fundamental para responderem e se adaptarem a este novo comportamento dos utilizadores. Agora, na criação e desenvolvimento de jogos, os elementos visuais ousados, os grafismos inovadores e os temas apelativos deixaram de ser as suas únicas preocupações: as características técnicas passaram também a fazer parte da lista dos principais ingredientes do sucesso de um jogo.
O papel das preferências individuais no mercado português
Em Portugal, portanto, continuamos a assistir ao reforço deste fenómeno: as preferências individuais dos jogadores estão a adaptar-se às características técnicas dos próprios jogos, como é o caso da volatilidade ou das mecânicas de pagamento dos jogos. Esta tendência criou, subsequentemente, uma maior segmentação dos perfis dos jogadores. Por exemplo, os que preferem prémios maiores, mas menos frequentes, ou os fãs de Cluster Pays.
Cada jogador define agora o seu perfil e adapta os jogos que escolhe a esse mesmo perfil. Já não é o jogador que se adapta aos jogos disponíveis, é o jogador que adapta os jogos disponíveis ao seu perfil. A personalização e adaptação da experiência estão a assumir, agora, um papel cada vez mais preponderante nesta indústria.