Cristina Ferreira Alvo de queixas por comentário sobre mulher assassinada pelo ex-companheiro

A apresentadora levou um “puxão de orelhas” da Entidade Reguladora para a Comunicação Social devido ao caso “pôs-se a jeito” e a TVI incorre numa multa que pode ir até aos 150 mil euros. Mas nem isso lhe tira o sono. A estrela maior do canal soma e segue, de sorriso no rosto e a fazer sucesso dentro e fora da televisão.

Cristina Ferreira Alvo de queixas por comentário sobre mulher assassinada pelo ex-companheiro

A polémica expressão “pôs-se a jeito”, proferida por Cristina Ferreira em junho do ano passado, quando se referia a uma mulher que tinha sido assassinada pelo ex-companheiro, teve repercussão por todo o País, abriu debates sobre o tema, originou críticas do público e de outras figuras públicas, mas também motivou 33 queixas na Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). Agora, nove meses depois, a ERC abriu um processo de contraordenação à TVI e a multa pode chegar aos 150 mil euros.

De acordo com a deliberação a que a NOVA GENTE teve acesso, a apresentadora, que é também Diretora de Ficção e Entretenimento da TVI, “proferiu declarações sobre um caso de feminicídio que transferem a responsabilidade para as vítimas de violência de género, desresponsabilizando os agressores”.

“Pôs-se a jeito”

Na altura, durante a rubrica Atualidade, do programa Dois às 10, que Cristina Ferreira apresenta ao lado de Cláudio Ramos, estava a comentar-se o caso de Conceição Figueiredo, uma mulher de 69 anos vítima de violência doméstica. “Temos mesmo que avisar as pessoas de que hoje em dia é muito complicado, mesmo relações que podem ter sido de amor ou do que quer que seja, quando já entram aqui nesta fase de perseguição, de algum controlo, é precisa a polícia estar avisada, os familiares estarem avisados e não… Porque eu não sei se esta mulher, depois do baile, entrou num carro com ele e aí se calhar é que se pôs a jeito para que isto acontecesse”, disse a apresentadora.

O Regulador considera que “estas declarações transferem a responsabilidade do sucedido para a(s) vítima(s), sugerindo que a decisão da mulher de acompanhar o alegado homicida foi o fator determinante para o desfecho” e que “o agressor é desresponsabilizado, já que a morte se terá dado com base naquela decisão da mulher”.

Leia a matéria na íntegra e fique a par de outras polémicas que envolvem o nome da apresentadora na NOVA GENTE desta semana. Já nas bancas!

Texto: Vânia Nunes; Fotos: Arquivo Impala & Redes sociais

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