Andrea Soares Ui… Ex-recruta abre o jogo sobre dias difíceis: “As pessoas queriam bater-me…”
A cantora garante que adorou a experiência de estar na 1ª Companhia. Tem uma lesão no músculo, mas desvaloriza e revela que vai lançar o primeiro disco a solo.
A duas semanas da grande final da 1ª Companhia, Andrea Soares foi a menos votada pelo público e acabou por abandonar a experiência que, garante, a transformou profundamente. Já cá fora, a cantora, que o público recorda do grupo feminino Nonstop, não esconde o orgulho pelo percurso feito no formato da TVI, assumindo que saiu mais forte e com novas ferramentas para enfrentar desafios.
“Ultrapassei muitos limites que eu achava impossíveis no meu corpo. E fiquei super feliz de perceber que nós somos muito mais do que aquilo que os nossos medos nos impõem”, confessou aos jornalistas. “Estou sempre com o espírito ‘ao limite ou vou’”, brincou, numa referência direta ao tema Ao Limite Eu Vou, um dos maiores êxitos do grupo que a tornou famosa.
Fã assumida de reality shows, Andrea revelou que esta não foi a primeira vez que recebeu convites para entrar num formato do género. No entanto, só agora sentiu que fazia sentido avançar. “Gosto de ver. Agora, entrar sempre foi algo que eu até achava piada mas, ao mesmo tempo, sentia que não me iria adaptar muito bem”, explicou. Este desafio, porém, tinha algo diferente: “Aceitei logo, porque este tem um propósito que me fazia todo o sentido. Um Big Brother não era tanto a minha cara, porque haveria mais conflitos, que eu não gosto”.
“Lá dentro somos uma família”
Ainda assim, a cantora fez questão de esclarecer que não foge a posicionar-se quando sente que os seus valores estão em causa. “Não sou pessoa de ficar calada quando vejo algum tipo de injustiça ou quando há alguns valores que não se coadunam com os meus”, garantiu, sublinhando que as diferenças fazem parte de qualquer convivência: “Há pontos de vista diferentes, mas que, umas horas depois, está tudo como se nada tivesse acontecido. Não sou rancorosa. Eu prefiro ter paz do que ter razão”. Uma postura que reflete a forma como encara a vida. “Sou uma pessoa de causas, vivo aqui e agora, não sou convencional. E, portanto, obviamente que ou gostam muito, ou nada”.
Fisicamente, a experiência não foi fácil. Andrea saiu com sequelas que ainda está a tratar. “Ainda estou com uma lesão no músculo. Foi muito duro fisicamente e também, obviamente, mentalmente, porque descansamos pouco”, revelou, sublinhando, no entanto, o lado positivo: “Deu-me muita aprendizagem. Saí muito mais forte, muito mais humana e conhecedora de mim própria”.
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Questionada sobre a possibilidade de ter passado a imagem de “vilã”, Andrea mostrou-se tranquila. “Honestamente, sei a verdade das coisas. Lá dentro somos uma família e, como todas as famílias, temos alguns pontos de vista diferentes. Mas continuam a amar-se”, disse.
A artista recuou ainda até ao início da sua carreira, lembrando os tempos difíceis, em 2001. “Tive de começar muito cedo a não ligar ao que as pessoas diziam porque, quando ingressei nas Nonstop, tinha uma imagem diferente. Era muito maltratada na rua, as pessoas queriam bater-me, chamavam-me drogada, todos os nomes e mais alguns”, confessou, acrescentando que esta realidade a obrigou a trabalhar o lado emocional e espiritual. “Tive que começar a conhecer-me, entrei mais no espiritual e na doutrina budista e a libertar-me do meu ego”. E quanto a um eventual regresso do grupo musical, Andrea não esconde: “Por mim, era já”.
Agora, com a saída do programa, o foco está no futuro profissional. “Quero que as pessoas sigam o meu trabalho enquanto professora de yoga e enquanto cantora. Vou começar a gravar o meu primeiro disco a solo”, concluiu.
Texto: Luís Duarte Sousa; Fotos: Arquivo Impala e Redes Sociais.