1ª Companhia Joana D’Arc esteve à morte após ser infetada por… cadáver
Antes de se virar para o mundo da música, Joana D’Arc trabalhava na tanatologia forense, estando assim frequentemente em contacto com cadáveres.
Joana d’Arc, concorrente da 1.ª Companhia, revelou que passou por um susto muito sério em 2001. Tudo aconteceu quando trabalhava na tanatologia forense, área em que realizava autópsias e lidava com cadáveres. Contraiu tuberculose e a situação complicou-se pelo facto de sofrer de uma doença crónica, artrite reumatóide.
Numa conversa com Manuel Luís Goucha, em 2024, revelou que este susto foi responsável pela sua entrada no mundo da música. “Indiretamente. Eu tenho uma doença, sou imunodeprimida pela própria doença e pelos tratamentos que eu faço, as minhas defesas não são tão altas.”
“Na altura, estava a trabalhar e veio um cadáver do bloco operatório, passou direto para a autópsia e estava infetado com tuberculose. Ficámos vários infetados. Nós corríamos muitos riscos, as pessoas não têm noção: nós chafurdamos naquilo tudo, no bom sentido da palavra, são muitos vírus e bactérias”, explicou.
“Fiquei meses internada em isolamento”
“A tuberculose é um bacilo que se transmite através do ar e do toque… Mesmo estando protegida, se estou a abrir um cadáver que está infetado, se vou buscar uma serra e toco ali, já passou, já há ali um casulo que se desenvolver”, desenvolveu.
Enquanto os colegas fizeram um “tratamento preventivo de três meses” e retomaram a rotina normal, Joana ficou gravemente doente: “Estive quase a morrer. Fiquei infetada, fiquei muitos meses internada em isolamento. A dada altura, suspeitava-se que era uma multirresistente, alteravam-me os esquemas da medicação: a estreptomicina, os tuberculostáticos, ora injetavam-me ora por via oral.”
Ainda assim, explicou que saiu com “muita tristeza” e que sente “muita saudade da profissão”.
Texto: Tomás Cascão; Fotos: Redes sociais