Tony Carreira “Na partida da Sara, diziam uma coisa que eu não gostava”
Tony Carreira abriu o coração numa entrevista emotiva onde recordou o impacto das palavras que ouviu após a morte de Sara Carreira. Tony confessa que a chegada dos netos não apaga a saudade da filha e dispara: “A Sara é insubstituível”.
Tony Carreira é, para muitos, o símbolo da resiliência, mas por trás da imagem de sucesso escondem-se cicatrizes que o tempo não consegue fechar. Em conversa com Luís Osório, no podcast “Vencidos” da RTP1, o artista de 62 anos revisitou o passado, falando sem filtros sobre a família e a dor que o acompanha desde dezembro de 2020.
O choque de ser avô: “Pensei que tinha morrido ali”
Tudo começou em 2017, com a chegada de Beatriz, fruto da relação de Mickael Carreira e Laura Figueiredo. Curiosamente, a primeira reação do cantor não foi a que muitos esperariam. Tony confessou que o rótulo de “avô” foi difícil de digerir.
“O primeiro neto foi a Beatriz. Quando eu soube que era avô, eu pensei que tinha morrido ali e não achei grande piada”, revelou, com a honestidade que o caracteriza. No entanto, o tempo acabou por amolecer o coração do patriarca: “Mas o tempo vai passando, eles agora já falam, e é maravilhoso”.
A ferida aberta: “A Sara é insubstituível”
A conversa tornou-se mais densa quando o tema foi a trágica partida de Sara Carreira. Tony recordou, com mágoa, as frases feitas que ouvia na tentativa de o consolarem, mas que acabavam por ter o efeito contrário. O cantor rejeita a ideia de que os netos venham preencher o vazio deixado pela filha.
“Na partida da Sara, diziam uma coisa que eu não gostava, que era quase como se ocupassem o espaço dela e para eu ter coragem, e isso doía-me bastante porque a Sara é insubstituível”
A ligação entre Sara e a sobrinha Beatriz também foi evocada com carinho: “A Sara adorava a Beatriz, foi a única que ela conheceu”, lembrou.
Texto: Tiago Miguel Simões; Fotos: DR