Ricardo Martins Pereira Em discussão feia com funcionária de Loja do Cidadão: “Ponha-se a andar!”

Ricardo Martins Pereira denuncia EPAL e revela que deixou uma reclamação.

Ricardo Martins Pereira recorreu ao Instagram para fazer uma denúncia pública contra a EPAL – Empresa de Águas Livres, relativamente a um episódio ocorrido numa Loja do Cidadão. Segundo o comentador da CMTV, que se deslocou ao local acompanhado pela companheira e pelo filho de três meses, foi-lhe recusado o pedido de atendimento prioritário.

“Eu não sou muito de fazer estas coisas, mas acho que é fundamental nós, pessoas com muitos seguidores nas redes sociais, falarmos quando em causa estão os direitos fundamentais. Hoje de manhã, fui à Loja do Cidadão, fui à EPAL (…) e, quando cheguei ao balcão, a senhora vira-se para mim e pergunta: ‘Por que é que o senhor pediu a senha prioritária?’. Eu disse-lhe: ‘Porque estou com um bebé de três meses’. E a senhora responde: ‘Pois, mas está aqui a mãe. A mãe pode ficar com ele, o senhor tem de ir pedir a senha A’“, começou por relatar.

“Eu disse-lhe: ‘Lamento, mas não é isso que diz a lei. Eu tenho direito à prioridade, desde que esteja acompanhado pelo meu filho’. (…) Ela insistiu: ‘Não, não, não. Se o senhor está acompanhado de uma pessoa, a pessoa fica com o bebé e o senhor tira a senha A’. Eu respondi: ‘Mostre-me onde é que a lei diz que, se eu estiver acompanhado por outra pessoa, perco o direito à prioridade? Isso não faz sentido absolutamente nenhum’“, explicou.

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“Não está já atendido? Então, ponha-se a andar”

A situação agravou-se com a chegada de um superior. “Neste momento chega a supervisora da EPAL e eu pensei: ‘Pronto, vem pôr ordem na casa’. (…) Mas a senhora vira-se para mim, uma senhora chamada Mariana Silva, e diz-me assim: ‘Pois, lamento, mas a minha colega tem razão naquilo que está a dizer, o senhor não tem direito à prioridade’. Eu insisti: ‘Mas mostre-me então o decreto-lei que diz que uma pessoa com um menor de dois anos perde o direito à prioridade se estiver acompanhada’. A senhora foi buscar o decreto-lei e atirou-me aquilo para a mão com um ar super convencido. Eu agarrei, li e mostrei-lhe: ‘Então, olhe, está aqui o decreto-lei. Mostre-me lá onde é que diz isso?’“, contou.

O jornalista discorda da interpretação feita pelas funcionárias e reforça que o objectivo da lei é a protecção de menores. “A lei serve para proteger as crianças, não serve para proteger os pais. Serve para as crianças não estarem muito tempo na Loja do Cidadão. Obviamente, se eu estou com a mãe, temos de resolver uma série de coisas em conjunto e não temos onde deixar o bebé. Obviamente que o bebé está connosco e, se o bebé está connosco, a lei serve para que ele não passe muito tempo ali. Portanto, claro que nós temos direito à prioridade”, defendeu.

Ricardo Martins Pereira garante ainda que se sentiu maltratado durante todo o processo. “Acabou comigo a fazer uma reclamação no departamento jurídico da Loja do Cidadão, onde obviamente me deram razão e disseram que iam explicar à senhora da EPAL que as coisas não funcionam assim. Ainda assim, quando saí, fui novamente ao balcão da EPAL tentar falar com a supervisora (…) para que não faça isto a outras pessoas. A senhora vira-se para mim e disse: ‘O senhor não fez já a reclamação? Não está já atendido? Então, ponha-se a andar’. E eu disse: ‘Olhe, eu não ganho nada em fazer a reclamação, eu quero é que a senhora preste um bom serviço’. E a senhora despachou-me”, concluiu.

Texto: Luís Sigorro; Fotos: Impala/Redes sociais

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