Harry e Meghan – Já estão no Reino Unido. Como vai ser o futuro?
O príncipe estará mais dedicado aos filhos, enquanto a ex-atriz se vai focar nos negócios e dividir entre a nova casa e os Estados Unidos. Viagens a Portugal também serão mais frequentes.
Durante seis anos, a vida de Harry e Meghan foi construída do outro lado do Atlântico. Montecito, na Califórnia, tornou-se o refúgio onde o casal quis recomeçar, longe da pressão da família real britânica, e foi aí que criaram os filhos, Archie e Lilibet, lançaram novos negócios e tentaram construir uma vida independente da Coroa. Mas, agora, tudo volta a mudar.
O regresso ao Reino Unido, que começou por surpreender o mundo, já aconteceu na semana passada e, segundo informações avançadas pela imprensa britânica, Harry e Meghan estarão a preparar-se para passar pelo menos os próximos 12 a 15 anos em território britânico. E há uma razão muito específica por detrás desta decisão: os filhos. Para o irmão de William, o objetivo será dar a Archie, de sete anos, e a Lilibet, de cinco, a oportunidade de crescerem com uma ligação real ao país onde nasceu o pai e onde reina o avô, Carlos III. As crianças já foram inscritas numa escola e deverão iniciar as aulas em setembro.
Mas a nova vida dos Sussex não terá, ao que tudo indica, nada a ver com a que deixaram para trás em 2020. Harry e Meghan não vão viver num palácio, não terão uma residência oferecida pela Coroa e não vão regressar aos deveres oficiais. E a mudança poderá trazer uma nova divisão de tarefas dentro do casal. Segundo a imprensa britânica, Harry pretende assumir um papel muito mais presente no dia a dia dos filhos e poderá ser ele a acompanhar de perto a rotina escolar de Archie e Lilibet.
É uma mudança para um príncipe que cresceu sob o olhar constante do público e que sempre lamentou o facto de os filhos conhecerem tão pouco do seu país natal. Em 2025, depois de perder uma batalha judicial relacionada com a sua segurança no Reino Unido, Harry chegou mesmo a dizer que não conseguia imaginar um cenário em que pudesse levar Meghan e os filhos para o seu país. “Sinto falta do Reino Unido”, confessou na altura, defendendo também uma reconciliação com a família. Pouco mais de um ano depois, o cenário é completamente diferente.
Agora, será o príncipe a tentar proporcionar aos filhos aquilo que considera essencial: uma educação britânica, uma rotina mais estável e um maior sentimento de pertença. Archie deverá frequentar uma escola privada, permanecendo no estabelecimento durante o dia, mas regressando a casa ao final da tarde. Lilibet deverá iniciar o percurso escolar na mesma instituição ou numa escola próxima. Os detalhes foram, naturalmente, mantidos em segredo.
Meghan vai continuar a trabalhar
Se Harry deverá concentrar grande parte da sua energia na família e nos projetos solidários que mantém no Reino Unido, Meghan não pretende abandonar a carreira empresarial. A duquesa de Sussex continuará ligada à As Ever, a sua marca de estilo de vida, e à produtora Archewell. Mesmo vivendo em território britânico, poderá dividir o seu tempo entre os dois lados do Atlântico, uma vez que boa parte da estrutura profissional do casal continua nos Estados Unidos. A Archewell Productions mantém uma parceria criativa de longo prazo com a Netflix, enquanto a As Ever continua a ser uma das principais apostas empresariais de Meghan.
E Montecito também não será abandonada. A mansão da família na Califórnia continuará a ser uma das suas residências, assim como a casa que possuem em Portugal. A ideia será, portanto, viver entre vários países, mas fazer do Reino Unido a principal base da família durante os anos de escola de Archie e Lilibet.
E como fica a relação com Carlos, William e Kate? O regresso ao Reino Unido poderá permitir que Carlos III passe mais tempo com os netos, depois de anos em que Archie e Lilibet estiveram praticamente ausentes da vida quotidiana da família real. O rei foi informado dos planos e o regresso foi recebido como uma oportunidade para fortalecer, pelo menos em privado, a relação com o filho e os netos.
Mas uma reaproximação com Carlos não significa necessariamente uma reconciliação geral. A relação entre Harry e o irmão, William, continua marcada por uma profunda distância e não há indicação de que os Sussex estejam de regresso para retomar a antiga vida familiar em Kensington ou participar regularmente nos grandes acontecimentos da monarquia. Pelo contrário: o plano parece ser precisamente criar uma vida próxima do Reino Unido, mas separada da instituição.
Se a permanência de 15 anos se confirmar, Archie terá 22 anos e Lilibet 20 quando este ciclo chegar ao fim. É um período suficientemente longo para que os dois filhos de Harry cresçam, estudem e construam amizades no Reino Unido, algo que poderá mudar profundamente a relação da família com o país. Ainda assim, Harry e Meghan parecem determinados a não repetir o passado. Não voltam como representantes da Coroa, não terão funções oficiais e não viverão num palácio. E, ao que tudo indica, não passarão automaticamente a fazer parte dos tradicionais Natais da família real.
Texto: Luís Duarte Sousa; Foto: Shutterstock.