Vanessa Oliveira “Sou muito cuidadora das pessoas de quem gosto”
Aos 45 anos, elege a família como a base central da sua vida. E dela fazem parte o companheiro, os filhos e também os amigos. De todos gosta de cuidar e de dar mimo. Está há 12 anos na RTP e tem feito de tudo, mas foi na moda que começou a sua carreira. Era uma maria-rapaz e não se preocupava com roupa, mas entrou no concurso para modelo porque queria o prémio final.
Acabaste de chegar de Campo Maior, das Festas do Povo. E, em poucos dias, estiveste em três registos completamente diferentes na RTP. É essa versatilidade que continua a dar-te prazer?
Dá-me imenso prazer, sim. Eu adoro falar com as pessoas e estar junto das pessoas. Em menos de uma semana fiz três coisas completamente diferentes: estive em Campo Maior, estive no Sol da Caparica e depois quatro dias de diretos da Praça da Alegria. Tudo no mês de agosto.
E são mesmo três mundos diferentes.
Completamente. Campo Maior é cultura, é património, é uma coisa que tem uma identidade muito própria. Depois, tens um festival de música, com miúdos, muitas horas, outro tipo de público. E agora estou num daytime, que é uma coisa que normalmente faço dentro de estúdio.
Mas há um fio comum: o contacto com o público.
Sim. É isso que eu adoro [sorriso]. Mesmo quando estou cansada, quando chego ao fim do dia e vejo que fizemos um programa bem feito, com cabeça, tronco e membros, e que ensinámos alguma coisa às pessoas, é daí que vem o meu orgulho.
E percebo que há uma coisa que te interessa particularmente: a cultura portuguesa.
Muito. Adoro mesmo. Gosto de conhecer as festas, as tradições, os usos, as histórias das terras. Já fui a tantas festas que a minha cunhada diz que, se precisar de saber alguma coisa sobre uma determinada terra ou tradição portuguesa, pergunta-me primeiro a mim [risos]. E eu adoro saber essas coisas.
Porque não queres que desapareçam.
Exatamente. A missão da RTP é também não deixar morrer as tradições.
É curioso porque continuamos a associar-te muito aos anos da SIC, mas, fazendo as contas, já tens mais anos de RTP do que tiveste de SIC.
Sim. Eu estive oito anos na SIC e já vou em quase 12 na RTP.
E não sentes que tenhas saído da SIC porque já não tinhas espaço para crescer?
Não. Eu não acho que não tivesse espaço. Se tivesse continuado na SIC, provavelmente teria evoluído bastante e feito outras coisas. O Fama Show era a minha base, mas fazia sempre outras coisas: fiz o Família Superstar, fiz o SIC ao Vivo… Nunca estive apenas num programa.
Há, aliás, um momento dessa fase que me parece muito significativo: quando apresentaste o Remember Chuva de Estrelas.
Sim. Foi uma gala única, com a antiga geração do Chuva de Estrelas e aquela que poderia vir a ser uma nova geração. E eu, que era miúda, tinha visto o Chuva de Estrelas em casa. De repente estava no palco do Tivoli a apresentar uma gala com a Bárbara [Guimarães].
Texto: Nuno Azinheira; Fotos: Tito Calado e Arquivo Impala.