Rui Bandeira Recorda avô com saudade: “Onde quer que ele esteja acredito que ele está muito orgulhoso”
Rui Bandeira esteve à conversa com Daniel Oliveira no Alta Definição.
Rui Bandeira foi o convidado de Daniel Oliveira no Alta Definição da SIC e a conversa revelou um homem com uma história de vida muito mais intensa do que a imagem pública deixa adivinhar.
O cantor começou a compor ainda adolescente, na Igreja Evangélica, onde rapidamente se destacou. “As pessoas gostavam muito daquilo que eu fazia e da minha maneira de liderar o Louvor”, recorda.
Foi a partir daí que o sonho de ser cantor foi ganhando forma, até ao momento em que apresentou a sua música a Jorge do Carmo. A vitória no Festival da Canção e a participação na Eurovisão, em Israel, foram a confirmação de que tinha feito a escolha certa. “Deus não me abandonou, afinal eu estava certo.”
A dura infância
Numa vertente mais pessoal, Rui Bandeira revelou que foi separado da mãe desde os três anos, quando o pai o foi buscar a casa dos avós maternos. Na adolescência, decidiu fugir de casa para ir viver com ela, com uma mochila, um álbum de fotografias e um nécessaire.
No caminho, recebeu ajuda inesperada. “Uma senhora de etnia cigana, nunca mais me esqueço, que me pagou o bilhete para a viagem de regresso até à mãe.”
Durante dois anos, recusou falar com o pai. “O meu pai tentava ligar para a minha mãe para falar comigo e eu: ‘eu não quero falar contigo’.”
A relação com Siara, que dura há quase 30 anos, foi também tema central. “Hoje é fogo, mas é um fogo mais brando”, descreveu. Foi Siara quem o incentivou a mudar os hábitos quando o cantor estava quase a chegar aos 100 quilos. “Ela percebeu que eu não estava bem.”
Rui Bandeira não segurou as lágrimas ao relembrar o avô materno, que faleceu quando o pai de Bárbara Bandeira tinha apenas 19 anos. “Onde quer que ele esteja acredito que ele está muito orgulhoso”.
Texto: Tomás Cascão; Fotos: Redes sociais