Renato Seabra Cruza-se com amiga de Carlos Castro minutos após o crime… Eis a conversa arrepiante
O momento perturbador no lobby do hotel e a frase que deixou Vanda Pires em choque.
Renato Seabra torturou e assassinou brutalmente Carlos Castro a 7 de janeiro de 2011, num quarto de hotel de luxo em Manhattan. Um crime que, mais de uma década depois, continua a marcar a história criminal portuguesa.
Na altura, o casal encontrava-se junto em Nova Iorque quando terão tido uma discussão bastante intensa. Terá sido esse confronto que acabou por desencadear a tragédia e culminar na morte do jornalista.
52 chamadas não atendidas
Mas houve um momento que, naquele dia, deixou Vanda Pires, uma das grande amigas de Carlos Castro, particularmente inquieta.
Sabendo que os dois tinham discutido, Vanda decidiu tentar falar com o amigo. Pegou no telefone e começou a ligar-lhe. Primeiro para o telemóvel pessoal do cronista: 33 chamadas. Depois, perante o silêncio, tentou o telefone do quarto do hotel: mais 19 chamadas.
Ao todo, foram 52 tentativas de contacto. Nenhuma teve resposta.
A preocupação aumentou e Vanda decidiu então deslocar-se pessoalmente ao Hotel InterContinental, onde Carlos estava hospedado com Renato Seabra. Foi à entrada do hotel que acabou por se cruzar com o manequim, que estava de saída.
Os dois chegaram a falar e Vanda, sem imaginar ainda a dimensão do que tinha acontecido, perguntou: “O que é feito do Carlos?”.
A resposta do ex-modelo foi curta e misteriosa: “O Carlos já não vai sair daqui”, terá respondido.
“A Vanda foi à receção e disse ‘passou-se alguma coisa. Vamos ao quarto’. Abriram a porta e depararam-se com aquele espetáculo terrível”, recordou Luís Pires, amigo de Carlos, e, à época, marido de Vanda.
O relato foi divulgado pelo programa Portugal Criminal, da SIC, que recuperou os momentos que antecederam a descoberta do corpo do cronista social.
Texto: Carolina Charrua; Fotos: Impala