Nuno Markl Após dois AVC, conquista vitória momentos antes do Alta Definição: “Consegui…”
Antes de se dirigir para a entrevista com Daniel Oliveira, Nuno Markl teve uma sessão de terapia ocupacional, na qual conseguiu “abrir todos os dedos da mão”.
Nuno Markl foi entrevistado por Daniel Oliveira no programa “Alta Definição”, da SIC, após sofrer dois AVC, em novembro do ano passado. O humorista revelou ao apresentador que, na altura, entrou no hospital com 106 quilos e que, atualmente, pesa 87.
No entanto, ainda enfrenta algumas dificuldades. “Tenho que andar devagarinho, tenho que coxear, e epá já não posso usar a mão como usava e não posso pegar em coisas e… Tudo se tornou num inimigo”, confessou.
“Enfiar umas cuecas quando se tem só uma mão é terrível quando se tem só uma mão (…) Se eu não consigo fazer a minha higiene para aí três horas antes da hora de sair, epá estou tramado, porque desde as cuecas ficarem presas no dedo grande do pé e depois ser muita difícil puxar… Vestir uma camisa, abetoar botões, sentes que, de reprente, tudo é inimigo, todas as coisas à tua volta (…) Todos os objetos da minha casa estão a conspirar contra mim”, explicou.
“Aprendi a estimar muito estas microvitórias”
Além da rotina no ginásio, Nuno Markl tem também sido acompanhado por fisioterapeutas nos últimos seis meses. “Reaprender a andar aos 54 anos é muita bizarro, reaprender a abrir e a fechar a mão, a tentar beber água com esta mão…”, lamentou.
Porém, sente-se grato pelos profissionais de saúde que o têm ajudado. “Tem sido uma terapia muito boa, no que toca à fisioterapia e, psicologicamente e emocionalmente, estas pessoas fazem-me muito bem”, apontou.
Numa sessão de terapia ocupacional, antes da entrevista com Daniel Oliveira, Nuno Markl alcançou uma pequena conquista. “Eu hoje consegui a coisa maravilhosa de estar com a mão assim fechada e ela dizer ‘Agora tente abrir os dedos todos’ e, epá, eles abriram devagarinho todos. Não consigo fazer isto muitas vezes seguidas. Epá, mas tendo em conta que isto estava morto, não mexia nada, eu, de repente, ter conseguido abrir os dedos da mão… Portanto, eu aprendi a estimar muito estas microvitórias”, partilhou.
“Já posso dizer que tomo banho sozinho, tenho em casa uma cadeira daquelas, que a pessoa senta-se e tem uma alavanca”, contou ainda.
Texto: Luís Sigorro; Fotos: Impala/Redes sociais