Maria Amaral – Todos os detalhes da noite do homicídio e do plano do suspeito para esconder o corpo

Meses após o crime, o Ministério Público revelou todos os detalhes do homicídio de Maria Custódia Amaral, filha da atriz Delfina Cruz, que foi atraída por um antigo inquilino para uma armadilha fatal.

A filha da atriz Delfina Cruz, Maria Custódia Amaral foi morta no início deste ano. Agora, em agosto do mesmo ano, foram revelados novos detalhes sobre o caso.

Tudo começou em janeiro, quando a mesma foi dada como desaparecida, na zona da Lourinhã. Dias depois do alerta, a Polícia Judiciária foi de encontro a um suspeito de 35 anos. Na casa deste homem, a polícia encontrou provas compatíveis com o crime. A acusação do Ministério Público, MP, contra o suspeito foi tornada pública, revelando os pormenores deste caso.

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O suspeito era um antigo inquilino de Maria e como esta era agente imobiliária, o homem convenceu-a a deslocar-se até à residência, com o propósito de vender a casa. De recordar, que Maria Custódia informou o namorado de onde se dirigia. Segundo o Ministério Público, ao chegar à residência, o suspeito amarrou os braços de Maria, “despiu-a na totalidade, agrediu-a” e “enrolou película aderente em volta da cabeça”. A filha de Delfina Cruz acabou por morrer devido à obstrução das vias respiratórias. Segundo o documento do MP, o crime foi organizado, contudo, o motivo ainda não foi revelado. Depois de cometer o homicídio, enrolou o corpo e as roupas de Maria em sacos de plástico e escondeu-o na arrecadação de casa, onde o deixou durante três dias. Após cometer o crime, o arguido levou o telemóvel e o computador da vítima, conduziu o carro da mesma até ao Parque D. Carlos I e atirou o telemóvel para o lago e o computador para um caixote de lixo. Quanto ao carro, este conduziu até Peniche, onde o abandonou e apanhou um táxi até casa. Nos três dias seguintes, o suspeito tentou apagar os vestígios do crime e mandou várias mensagens à vitima, a perguntar se estava bem, para não acharem que era o responsável.

Na noite de 23 de janeiro, tentou desfazer-se do corpo, enrolou a vítima em cobertores e levou-a na bagageira do carro, para a Lagoa de Óbidos, onde a enterrou. Passado oito dias, a Polícia Judiciária anunciou a detenção do suspeito. O homem foi acusado de um crime de homicídio qualificado e de profanação de cadáver, o mesmo encontra-se em prisão preventiva desde dois de fevereiro, a aguardar julgamento.

Texto: Redação VIP; Fotos: Redes Sociais;

 

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