Helena Sacadura Cabral De luto por pessoa especial: “Deixa um silêncio difícil de preencher”

O professor Carlos Alberto Portas partiu aos 89 anos e deixou a família devastada. Abalada com o adeus ao ex-cunhado, Helena Sacadura Cabral prestou-lhe uma homenagem pública.

A família Portas e Sacadura Cabral está em choque com o a morte do professor Carlos Alberto Portas, tio de Paulo Portas e ex-cunhado de Helena Sacadura Cabral, que morreu no passado dia 21 de agosto.

Conhecida pela sua sensibilidade e transparência, Helena Sacadura Cabral fez questão de expressar publicamente a dor deste momento através de uma mensagem partilhada nas suas plataformas digitais. A economista e autora começou por escrever: “O professor Carlos Portas foi meu cunhado. Faleceu ontem [21 de agosto]. A sua morte deixa um silêncio difícil de preencher”.

Na mesma publicação, a escritora refletiu sobre o impacto das pessoas marcantes: “Há pessoas que passam pela nossa vida e deixam apenas uma recordação; outras deixam uma marca. Um professor pertence, muitas vezes, a esta segunda categoria. Porque ensinar nunca é apenas transmitir conhecimentos. É também despertar curiosidades, formar consciências, estimular perguntas e, de alguma maneira, participar na construção das pessoas que os seus alunos virão a ser”, desabafou.

“A partida do professor Carlos Alberto Portas é, por isso, uma perda que ultrapassa o círculo daqueles que lhe eram próximos. Perde-se um professor, mas perde-se também uma presença, uma voz, uma forma particular de olhar o mundo e de o partilhar com os outros”, acrescentou.
 

 

Numa profunda reflexão sobre a transitoriedade da vida e o legado imaterial que sobrevive à ausência física, a mãe de Paulo Portas partilhou uma visão reconfortante sobre o impacto do antigo cunhado nas gerações que formou. “A morte obriga-nos a reconhecer a fragilidade de tudo aquilo que julgamos permanente. Mas há uma espécie de permanência que a morte não consegue apagar: a das palavras que ficaram, dos ensinamentos que foram assimilados, dos gestos que foram lembrados e da influência que, muitas vezes sem o sabermos, alguém exerceu sobre nós. É essa a verdadeira herança de um professor. Não os livros, os programas ou as aulas que ficaram para trás, mas aquilo que permanece dentro de quem o ouviu”, defendeu na mesma nota.

A escritora encerrou a sua nota de pesar assim: “Que o professor Carlos Alberto Portas descanse em paz. E que a memória da sua vida e do seu trabalho possa continuar viva naqueles que tiveram o privilégio de o conhecer, de o escutar e de aprender com ele”, concluiu.

Texto: Tiago Miguel Simões; Fotos: Impala 

Notícia www.novagente.pt

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