Cláudio Viana Desabafa:”Vai fazer dois anos que não estou com o meu filho. É muito triste”
A viver uma fase estável em Portugal, o nortenho continua do pequeno Benjamin, de seis anos. O antigo concorrente da Casa dos Segredos fala sobre as acusações de que foi alvo, a detenção pelas autoridades e a dura batalha judicial para voltar à Colômbia.
Apesar do equilíbrio encontrado no nosso país junto de Inês (conhecida nas redes sociais como Bonnie Rizos), o coração de pai continua despedaçado. Impedido de rumar à Colômbia para reencontrar o filho Benjamin, fruto do anterior relacionamento com a colombiana Danniela Mahe, o nortenho enfrenta uma dura e complexa batalha legal para conseguir ver o menino de seis anos.
Em declarações sobre os momentos dramáticos vividos nos últimos anos, o antigo concorrente revelou que o pesadelo se arrasta há demasiado tempo. “Vai fazer dois anos que não estou com o meu filho. É muito triste esta situação. Eu ainda estou à espera de uma confirmação, por parte da embaixada portuguesa lá na Colômbia, para perceber se realmente é viável eu viajar para a Colômbia com entrada livre, porque, há cerca de dois anos, privaram-me de entrar no país. Entretanto, eu consegui arranjar uns advogados, que conseguiram limpar as denúncias que ela colocou contra mim, não só por violência doméstica, mas também outras coisas. Confirmamos que não havia provas, mas, mesmo assim, ainda falta limpar a denúncia na imigração da Colômbia” , começou por explicar em declarações à TV7 Dias.
A desilusão é evidente, sobretudo após os investimentos materiais e afetivos realizados em solo colombiano. “Depois de ter construído uma casa, ter iniciado um projeto de turismo na Colômbia, ter lá um filho e negarem-me a entrada, algo se passa. Os próprios advogados estão a fazer de tudo, estão à espera de uma resposta, mas a justiça é lenta”, lamenta mágoa, acrescentando: “Eu não sou um assassino, não sou um criminoso, tenho um filho naquele país e não consigo entrar”.
Detido e fechado numa sala de deportados no aeroporto
Ao recordar o fatídico dia em que foi barrado pelos serviços fronteiriços, o ex-concorrente relatou episódios de grande tensão e alegado abuso de poder por parte das autoridades locais: “Fui algemado sem provas nenhumas, o que me causou alguma instabilidade na minha cabeça e comecei a ter algum receio de que algo mais grave acontecesse, como ir preso. Eu não entendia o porquê de não me deixarem entrar, houve ali um bate papo com o agente fronteiriço, houve também abuso de autoridade, porque eles só quiseram ouvir a colombiana, a mãe do meu filho. Passei a ser uma pessoa não grata para entrar no país e recambiaram-me para Portugal”, denunciou.
Antes da viagem de regresso forçada a Portugal, o português viveu horas de autêntica angústia no aeroporto: “Ainda estive lá duas noites como se fosse alguém a fugir do país. Estive primeiro numa sala sozinho e depois noutra sala onde estavam as pessoas que iam ser deportadas”, rematou, focado agora em resolver os trâmites legais para reaver o direito de abraçar o filho.
Textto: Tiago Miguel Simões; Fotos: Impala