Cláudio Ramos “Não posso apresentar um programa de televisão onde se normalize que alguém com 120 kg está bem”

Cláudio Ramos tem opiniões fortes sobre a convidada do Dois às 10, Ana Rita Barros, que promove a autoaceitação e a positividade corporal nas redes sociais.

Cláudio Ramos e Cristina Ferreira receberam no “Dois às 10” a criadora de conteúdos Ana Rita Barros, de 23 anos, conhecida pela rubrica “Conversas com a Gorda”, no TikTok.

A certa altura da entrevista, o apresentador expôs a sua opinião sobre as pessoas com excesso de peso que promovem a autoaceitação e o amor-próprio.

“Não posso apresentar um programa de televisão, respeitando-te enquanto minha convidada, não posso apresentar um programa de televisão onde se normalize que alguém com 120 kg está bem. E tu tens essa noção?”, apontou.

“Eu tenho essa noção, mas eu, a única coisa que eu falo é que as pessoas se devem amar mesmo ainda estando no processo [de emagrecer]. As pessoas quase que nos incutem, obrigam sim, que pá, agora esconde-te aí um bocadinho porque és gorda e só ouvimos depois“, respondeu Ana Rita Barros.

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“A obesidade é uma doença…”

Ana Rita Barros admitiu também que, por vezes, leva uma vida mais sedentária. “Eu sou preguiçosa (…) Certo, porquê? Porque também desde o início da minha vida que eu me lembro de ir a nutricionistas, fazer dietas, estar o tempo inteiro nessa luta constante“, explicou.

“A obesidade é uma doença e não tem como negar (…) Eu nunca disse em momento algum nas minhas redes sociais, nem é isso que eu passo, que eu nunca irei mudar ou nunca irei querer perder peso. Só que eu acho que tenho muito mais voz nessa parte, porque sempre foi a parte que mais me tocou, que é, olha, agora para de viver mesmo e só podes viver quando estás magra“, ressaltou ainda.

Cláudio Ramos também se preocupou com a imagem que a jovem poderá estar a passar ao público. “Tu acabas por ser uma referência, tens uma responsabilidade. Não acabam também por ver assim ‘Ah, eu vou ser como ela, eu fico confortável aqui porque ela é, eu também posso ser’?”, perguntou. “Eu acho que há uma linha muito ténue nisso, eu posso ter consciência disso, mas eu não consigo mudar tudo, não é? Eu posso passar a mensagem à minha maneira, com o meu percurso, com a minha história”, justificou Ana Rita.

 

 

Texto: Luís Sigorro; Fotos: Redes sociais

Notícia www.novagente.pt

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