Carolina Patrocínio Faz balanço da série sobre a família: “Ninguém está arrependido”

A apresentadora admite que aceitar o desafio foi um processo marcado por receios, fala das comparações com as Kardashian e revela que uma segunda temporada pode estar em cima da mesa.

A vida da família Patrocínio passou, pela primeira vez, para o pequeno ecrã através de Patrocínio, a série documental da Prime Video que acompanha o dia a dia de Carolina Patrocínio e das suas irmãs, mostrando tanto os momentos de maior cumplicidade como as inevitáveis tensões familiares. Um formato inédito em Portugal que, apesar dos receios iniciais, acabou por conquistar o público. 

Em conversa com a NOVA GENTE, no NOS Alive, Carolina fez um balanço da experiência e confessou que embarcar neste projeto esteve longe de ser uma decisão simples. “Fácil não é a palavra, foi acima de tudo desafiante para todas. Mas acho que correu muito bem para uma primeira experiência de uma série documental e ninguém está arrependido até agora”, afirmou. A apresentadora explicou que um dos fatores que lhes deu maior tranquilidade foi o controlo criativo que mantiveram ao longo de todo o processo. Segundo Carolina, a família teve sempre a possibilidade de validar os episódios antes da sua estreia. “Em última instância, nós tivemos sempre a decisão final de poder aprovar os episódios, naturalmente, para que toda a gente envolvida estivesse confiante e segura. E, portanto, não houve nada que extrapolasse esses quereres”, garantiu.

Apesar da exposição mediática, o resultado superou as expectativas. A comunicadora admite que a receção do público foi muito mais calorosa do que imaginava. “O feedback tem sido surpreendentemente muito positivo. Pessoas que demonstram muito carinho, que se relacionam connosco em várias vertentes da vida, e tem sido muito bom ver o poder da família chegar a toda a gente”, desvendou.

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Ainda assim, reconhece que o projeto nasceu envolto em muitas dúvidas. Afinal, tratava-se da primeira série documental portuguesa deste género. “Este projeto teve muito medo envolvido por ser algo pioneiro em Portugal. Portanto, não vou dizer que foi fácil aceitar. Foi um processo, mas fomos com medo mesmo”, confessou.

Desde a estreia que as comparações com a famosa família Kardashian têm sido inevitáveis. Carolina encara esse rótulo com naturalidade e acredita que a semelhança surge sobretudo pela estrutura familiar. “Acho que é muito natural haver essa comparação. Nós somos seis irmãs, uma família de mulheres, como são as Kardashian. Em Portugal, até à data, não tínhamos nenhum exemplo de uma série documental de uma família com tantas irmãs. É, acima de tudo, natural que façam essa comparação”, esclareceu.

Sai em defesa da irmã Rita

Ao longo dos episódios, uma das irmãs que mais deram que falar foi Rita Patrocínio, muitas vezes apontada pelos espetadores como a mais frontal da família. Questionada sobre o facto de ser vista como a “menina má”, a apresentadora saiu imediatamente em sua defesa: “Ela é minha irmã, conheço-a desde que nasci. É uma miúda com autoconfiança e isso, às vezes, pode ser mal-interpretado”.

A apresentadora fez ainda questão de esclarecer uma das maiores curiosidades dos espetadores: afinal, existiu algum tipo de encenação para as câmaras? “Tudo o que se passa na série é absolutamente real, ou seja, é 100 por cento a nossa realidade. Não houve necessidade, depois de as câmaras se desligarem, de haver outras conversas. Tudo o que ali está aconteceu, foi orgânico. Nós não somos atrizes”, disse.

Reconhece, por isso, que também os momentos de maior tensão fazem parte da autenticidade do projeto. “É natural haver tensões na dinâmica familiar. As pessoas querem a vida real, esta é a vida real”, sublinhou. Quanto ao futuro da série, a apresentadora confirma que existe vontade de continuar a mostrar o dia a dia da família, embora, para já, ainda não exista qualquer decisão tomada.

Enquanto aguarda novidades sobre o futuro do projeto, Carolina Patrocínio prepara-se para aproveitar o verão da forma que mais gosta: rodeada da família. “No verão fico só em Portugal, só no Algarve, em família, todas juntas. É intenso, mas é como nós gostamos, todas juntas”, concluiu, mostrando que, dentro e fora das câmaras, a união continua a ser a imagem de marca da família.

 

 

Texto: Luís Duarte Sousa; Fotos: Zito Colaço e D.R.

Notícia www.novagente.pt

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