Carolina Deslandes Após perda dramática de peso, recebe alerta de figura da SIC: “Cadáveres, pessoas esqueléticas”
Carolina Deslandes tem estado nas bocas de Portugal após mostrar-se bastante mais magra. Porém, esta mudança motivou críticas de um rosto bem conhecido da SIC.
A transformação física de Carolina Deslandes, que a NOVA GENTE testemunhou em primeira mão numa praia no Algarve, voltou a ser assunto no Passadeira Vermelha, da SIC Caras, depois de a cantora nunca ter explicado publicamente como emagreceu. Joana Latino, comentadora do programa, aproveitou para deixar um alerta sobre o uso das chamadas canetas GLP-1, como Ozempic ou Mounjaro.
“Estou muito preocupada com o avançar desta coisa dos GLP-1. Acho maravilhoso do ponto de vista médico ter sido encontrado um método que ajude as pessoas a sair do estado de obesidade. O medo que eu tenho é que as pessoas se transformem naquilo que andamos a ver nas passadeiras vermelhas de todo o mundo, que são cadáveres, pessoas esqueléticas com problemas de saúde. Não é preciso ser médico para ver que estão ali a fingir que não estão nestes protocolos médicos”, começou por dizer.
“Alguém que falou publicamente sobre o seu corpo”
A comentadora foi ainda mais longe ao falar da pressão social ligada ao peso. “Está a ser vendido à sociedade que quanto mais pequeno fisicamente se for, mais valor se tem. Se tiver peso a mais, essa pessoa é condenada socialmente por não ser tamanho zero. Estamos a voltar a uma ideia que pesa muito sobre as mulheres, a obediência, o controlo e a disciplina para se desaparecer. A Carolina faz o que ela quiser, mas alguém que falou publicamente sobre o seu corpo invoca agora o direito de não falar sobre isto quando há uma transformação muito rápida do seu corpo”, acrescentou.
Joana Latino terminou com uma crítica à postura da cantora perante o ruído que se tem gerado. “Sinto que tem algum dever moral de dizer o que se está a passar com ela. Se ela foi inspiradora na aceitação de um corpo desformatado, maior, também pode ser inspiradora no seu contrário. Está a enxotar as pessoas e a ser pedante e a armar-se em superior para falar desta questão. Está a entrar num espartilho social da pressão que a sociedade agora exerce”, lamentou.
Texto: Tomás Cascão; Fotos: Arquivo Impala & Redes sociais