Big Brother Afonso desabafa sobre inseguranças e o drama de saúde: “Estive entre a vida e a morte”
Num momento de grande vulnerabilidade dentro da casa mais vigiada do país, o concorrente recordou o sobressalto que viveu no hospital assim que nasceu e a dor de sentir que nunca conquistou nada na vida.
A revelação da Curva da Vida de Afonso emocionou os colegas e os espetadores. A marca dos primeiros instantes na terra começou logo com um enorme susto familiar: o concorrente nasceu a 18 de dezembro de 2001 e enfrentou de imediato um drama de saúde, ao sofrer uma paragem cardíaca.
“Estive entre a vida e a morte. Ainda nem sequer sabia o que era a vida. Os meus avós decidiram levar um padre ao hospital porque gostavam que se eu não sobrevivesse fosse para o céu”, recordou o concorrente, visivelmente comovido. Com o passar do tempo, o quadro clínico estabilizou e “as coisas passaram”.
A paixão pelo futebol surgiu logo aos cinco anos, no Sport Clube Vianense, clube que considera a sua casa. Aos 11 anos, o talento de Afonso captou a atenção dos três grandes do futebol nacional, Benfica, Porto e Sporting, mas o sonho de integrar as camadas jovens desses clubes acabou por não se concretizar. “A verdade é que nunca fui como eu ambicionava. Não conseguia ficar em nenhum dos três”, explicou.
O sentimento de insucesso e as barreiras da timidez
Ao longo do seu percurso, o jovem deparou-se com momentos de grande descrença pessoal. Aos 12 anos, ao chumbar o 6.º ano por se focar exclusivamente no futebol, revelou ter sentido um duro golpe na autoestima: “Quando a minha mãe me liga a dizer que eu não tinha passado, comecei a me sentir um inútil. Comecei a questionar tudo”.
Essa timidez estendeu-se também às relações interpessoais e amorosas durante a adolescência. Afonso confessou que, apesar de interagir com raparigas, a insegurança falava mais alto na hora H: “Quando chegava um momento no beijinho, eu fugia sempre com o rabo entre as pernas porque tinha vergonha”. Chegava mesmo a inventar compromissos inexistentes para se esquivar aos encontros.
Da rotina massacrante às experiências no estrangeiro
A entrada na idade adulta trouxe a exigência do mercado de trabalho. Conciliou a restauração, onde sofria com o esforço físico do quotidiano, com os treinos exigentes de futebol. Aos 21 anos, compreendeu que não atingiria o patamar profissional que idealizara. Decidiu mudar de rumo, rumou a Malta para aprender inglês e ultrapassou a barreira da língua após os primeiros dias de desespero.
Mais tarde, o desejo de dar uma nova direção à sua vida levou-o a aceitar propostas para jogar no estrangeiro, passando por Itália e, posteriormente, pela Polónia. Contudo, foi neste último país que viveu uma das fases mais dolorosas: uma pedra nos rins obrigou-o a regressar a Portugal para ser operado. “Sentia-me tão sozinho como nunca senti na minha vida”, partilhou.
Texto: Tiago Miguel Simões; Fotos: DR