Ana Garcia Martins Propõe solução após bebé morrer esquecida numa carrinha: “Faz sentido aplicar isto a todas as crianças”

Pipoca Mais Doce defende que as creches contactem sempre os pais quando uma criança falta.

Ana Garcia Martins foi uma das figuras públicas que reagiu à tragédia ocorrida em Almada. Uma criança de um ano e meio morreu na quinta-feira, 23 de julho, depois de ter sido esquecida numa viatura escolar durante várias horas.

“Estas histórias de bebés que morrem esquecidos em carros dão cabo de mim. Por norma, quando sei que os meus filhos não vão à escola, envio um mail a avisar. Mas, não havendo nenhum aviso dos pais, caso as crianças não apareçam não é possível a escola ligar a perguntar se está tudo bem, se a criança está só atrasada, alguma coisa? Isto não ajudaria de alguma forma? Não estou a querer passar toda a responsabilidade para as escolas, mas sabendo que há vários casos destes, uma chamada ao fim de pouco tempo podia fazer a diferença”, escreveu nos stories do Instagram.

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“Se tivessem ligado aos pais atempadamente…”

De seguida, A Pipoca Mais Doce partilhou alguns vídeos a explicar o seu ponto de vista sobre o tema, de forma a não ser mal interpretada.

“Muita gente envia mensagens a dizer, ah, mas atenção, porque isso não aconteceu, não foram os pais que se esqueceram, foi um funcionário ou uma funcionária da escola que se esqueceu da criança numa viatura da escola. Certo, mas isso não anula aquilo que eu disse. Acho que, imaginem, se tivessem ligado aos pais atempadamente (…) Os pais poderiam ter dito, sim, mas atenção que ela foi recolhida pela carrinha da escola (…) e poderiam ter visto eventualmente a tempo“, defendeu.

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“Faz sentido aplicar isto a todas as crianças”

Ana Garcia Martins deixou ainda uma proposta aos infantários para prevenir situações semelhantes. “Se dão por falta de uma criança ao fim (…) De meia hora das aulas terem começado, e se não houve um aviso prévio por parte dos pais, acho que podia partir da escola (…) Ligar aos pais a saber porque é que a criança não está (…) Acho que podia começar a adotar alguns destes mecanismos, que eu acho sempre que vale mais prevenção em excesso do que descuido, negligência, e depois acontecerem estas coisas que eram muito evitáveis“, apontou.

“Pensando de uma forma um bocadinho mais ampla, se calhar este protocolo de se avisar sempre, independentemente da idade da criança, se ela não der entrada na escola tipo ao fim de meia hora ou ao fim de uma hora, se calhar faz sentido aplicar isto a todas as crianças”, acrescentou.

Texto: Luís Sigorro; Fotos: Impala/Redes sociais

Notícia www.novagente.pt

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