Algés – Os sinais que terão sido ignorados antes da tragédia: “Não fizeram…”
A tragédia em Algés está a levantar fortes críticas à atuação das autoridades e ao acompanhamento de uma família que já apresentava sinais de alerta.
O caso do homicídio de uma mulher de 33 anos pelas mãos do próprio filho de 15 anos em Algés está a gerar uma onda de indignação no país.
A verdade é que pelo que os contornos ainda estão a ser avaliados pela PJ, mas foi revelado que o jovem já tinha tentado matar a mãe “em diversas ocasiões” ao longo do dia. No comentário criminal do Casa Feliz, Hernâni Carvalho mostrou-se indignado pelo facto de as autoridades não terem feito nada face a um agregado familiar que já tinha sinalização judicial, uma vez que o pai das crianças se encontra em prisão preventiva por violência doméstica contra a vítima.
“Alguém aqui falhou…”
O jornalista continuou: “A mim surpreende-me é que toda a gente sabia, mas ninguém falou às autoridades. A mim o que surpreende é como é que as autoridades, sabendo que têm um homem preso com dois filhos cá fora, não fizeram avaliação dos meninos“, lamentando a inércia da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) e do Ministério Público.
Prosseguiu com o seu ponto de vista: “Não fizeram um carapau (…) Resultado, Portugal deu o decore e esta gente teve o fim que teve. E agora tratamos nós do resto. Isso é que me surpreende (…) Alguém aqui falhou, mais uma vez e sempre. Mas não tem nome, não pode ter nome“.
Também a advogada Patrícia Cipriano falou sobre o assunto, concordando com Hernâni Carvalho: “A verdade é que, se foram feitas essas diligências, parecem ter sido inócuas“.