11 de setembro, 25 anos depois: As últimas palavras antes da morte (Entrevista Exclusiva)
John D’Allara falou sobre a mulher e os filhos com um bombeiro que acabara de conhecer. Este salvou-se. O polícia acabou por morrer esmagado quando colapsou a Torre Norte do World Trade Center.
John D’Allara tinha 47 anos de idade quando, ao tentar salvar as vítimas do horrendo ataque do 11 de setembro, em 2001, acabou falecer. Estava na Torre Norte do World Trade Center quando a Torre Sul colapsou. John não resistiu e o seu corpo foi encontrado apenas meses depois, a 12 de abril de 2002. Deixou a sua esposa, Carol D’Allara e dois filhos, John, na altura com sete anos, e Nicholas, com três. Agora, em entrevista exclusiva à TV 7 Dias, o primogénito deste agente da Unidade de Emergência da Polícia de Nova Iorque fala sobre a última conversa do pai minutos antes de perder a vida e explica de que forma é que a sua memória tem sido preservada, não só pela família, como também pelos americanos.
“Muitas pessoas pensaram que era um acidente quando o primeiro avião embateu, mas quando foi o segundo avião, acidentes destes não acontecem duas vezes no mesmo dia. Foi aí que se soube que os Estados Unidos estavam a ser atacados”, começa por dizer, apesar de não ter grandes recordações daquele que foi o maior atentado terrorista do século XXI. “Eu tinha sete anos de idade. Não me consigo lembrar de muito, apenas o que fui vendo pela televisão e o que a minha mãe e outras pessoas me contaram. Lembro-me de ter sido evacuado da escola”, recorda. Tempos depois veio a má notícia, aquela que ninguém quer receber. “A minha mãe contou-me a mim e ao meu irmão. O que ela nos disse foi ‘o vosso pai não vai voltar para casa’. Eu nem sei o que passou pela minha cabeça na altura, mas não imagino o que tenha custado à minha mãe dar essa notícia aos filhos dela, que tinham sete e três anos de idade”, lamenta.
Leia toda a entrevista na TV 7 Dias já em banca.

Textos: Carla Ventura (carla.ventura@impala.pt); Fotos: Reuters e Reprodução Voices Center for Resilience