Mette-Marit tem um ano de vida e está em lista de espera para transplante de pulmão
A princesa herdeira da Noruega, Mette-Marit, de 52 anos, foi colocada em lista de espera para um transplante de pulmão após um agravamento severo da fibrose pulmonar que a afeta desde 2018. Os médicos alertam que, sem transplante, lhe pode restar apenas um ano de vida.
A família real da Noruega atravessa um dos momentos mais difíceis da sua história recente. A Casa Real norueguesa anunciou a 5 de junho que a princesa herdeira Mette-Marit foi colocada em lista de espera para um transplante de pulmão, após um agravamento severo da fibrose pulmonar crónica que lhe foi diagnosticada em 2018.
Are Holm, professor do Hospital Universitário de Oslo, foi direto: a intervenção deverá acontecer “o mais rapidamente possível” e os médicos têm “motivos para acreditar que lhe resta apenas um ano de vida” sem transplante.
“Na sequência da doença pulmonar crónica com risco de vida e após exames de saúde minuciosos, Sua Alteza Real, a Princesa Herdeira Mette-Marit foi incluída na lista de transplante de pulmão”, lê-se no comunicado oficial da Casa Real.
A família regressou de urgência a Oslo
O agravamento do estado de saúde de Mette-Marit obrigou a mudanças imediatas em toda a família. O príncipe herdeiro Haakon interrompeu uma visita oficial ao Japão para regressar a Oslo e estar ao lado da mulher. A filha do casal, a princesa Ingrid Alexandra, que estuda na Austrália, viajou de urgência para a capital norueguesa, onde deverá permanecer nos próximos meses. O filho mais novo, Sverre Magnus, de 20 anos, deverá também regressar à Europa em breve.
Eventos importantes foram cancelados ou adiados. As bodas de prata do casal, previstas para agosto de 2026, foram adiadas. A presença nas bodas de ouro dos reis da Suécia, a 13 de junho, foi igualmente cancelada.
Uma doença rara que a acompanha há oito anos
Mette-Marit já esteve hospitalizada em 2023 após uma queda aparatosa a praticar esqui, mas a fibrose pulmonar é uma batalha muito mais longa. Diagnosticada em 2018, a doença levou a Casa Real a anunciar na altura que a princesa teria uma agenda reduzida, dependente do estado de saúde. Nos últimos meses, Mette-Marit tem sido vista em público com equipamento de suporte à respiração.
Em dezembro de 2025, o Hospital Universitário de Oslo já tinha admitido que o transplante de pulmão era uma possibilidade próxima. O agravamento recente antecipou a decisão.
O filho em julgamento e o pedido de libertação

A crise de saúde de Mette-Marit acontece num momento particularmente doloroso para a família. O primogénito Marius Borg está a ser julgado por 38 crimes, incluindo quatro violações. O veredicto está previsto para 15 de junho.
Perante o estado de saúde alarmante da mãe, a defesa de Marius Borg exigiu a sua libertação imediata, invocando o agravamento da condição de Mette-Marit. O tribunal ainda não se pronunciou sobre o pedido.
A sombra de Epstein
A família real norueguesa enfrenta também o peso de outra polémica. Mette-Marit pediu desculpa pelas ligações a Jeffrey Epstein, numa admissão pública que gerou consternação na Noruega. A Noruega chegou a investigar as relações do ex-primeiro-ministro Jagland com Epstein, e o caso continua a lançar uma sombra sobre a imagem da família real.
Apesar de tudo, o primeiro-ministro Jonas Gahr Stoere destaca a coragem de Mette-Marit. “A princesa herdeira tem sido muito aberta sobre a sua condição e pode ajudar outras pessoas que sofram de problemas semelhantes.”