José Condessa “As saudades existem sempre, mas é bonito existirem”

O ator está numa fase de descanso depois de quatro meses a gravar no Brasil. Nesta entrevista, revela que teve de recusar alguns projetos e que só volta ao trabalho depois do verão. Até lá, vai estar com a namorada, com os amigos e com a família no Alentejo.

Depois de vários meses de gravações intensos, José Condessa está agora numa pausa no que diz respeito à ficção. No entanto, continua a fazer campanhas publicitárias, como aconteceu recentemente com uma marca de sapatos, e revela que se está a preparar para novos projetos.

Em que fase da vida está neste momento?

Estou numa fase muito feliz, mais tranquila. No meio de todos estes anos de trabalho sem parar, desde Rabo de Peixe, estive a trabalhar em Espanha e no Brasil, tive alguns momentos de festa, como na altura do Carnaval, mas foi sempre no meio do trabalho.

Não foi o suficiente para descansar…

Eram sempre, no máximo, dois dias. Ou seja, estava a trabalhar em São Paulo e ia ao Rio de Janeiro muito rápido. Foi maravilhoso, consegui levar lá os meus pais, estar com a Lua [Luisinha Oliveira] também, mas foi sempre em trabalho. A minha cabeça nunca parou realmente, nunca consigo aproveitar o descanso de dois dias sabendo que, no terceiro, já estou a trabalhar.

Este período no Brasil, onde esteve a gravar a série Os 12 Signos de Valentina para a Netflix, foi difícil por estar fora de Portugal e longe das pessoas…

Sim, é sempre difícil porque sou muito caseiro. Gosto muito da minha bolha, dos meus amigos, e dou muito valor a essas relações de amizade, que são diárias e constantes, e não só ao fim de semana ou para jantar. É uma coisa de partilha diária, que mesmo à distância conseguia manter. Mas o meu maior medo era não estar tão presente quanto gostaria para a minha família e amigos.

Mas sentiu que tinha de aproveitar esta oportunidade profissional?

Isso demonstra muito a paixão pelo que faço e esta oportunidade de ser protagonista numa série da Netflix no Brasil é mais um passo na minha carreira. Tive toda a gente a apoiar-me, essa nunca foi uma questão.

Já lá tinha estado a trabalhar na novela Salve-se Quem Puder, da Globo. Sentiu-se bem recebido?

Muito! Os colegas foram, sem dúvida alguma, extraordinários, o que é uma peça essencial quando se vai protagonizar uma série num outro país. Mesmo sendo o mesmo idioma, tem um sotaque diferente e ficamos sempre com medo de não estar à altura da confiança que depositaram em nós. Por isso, os colegas foram essenciais no processo. Mas o público na rua… muita gente tinha visto Rabo de Peixe e reconheceu-me de lá.

 

(…)

 

É complicado gerir as saudades?

As saudades existem sempre, mas acho que é muito bonito existirem. Tentamos contorná-las, porque sabemos que muitas vezes vamos estar longe. Quando estive no Brasil, foram quase quatro meses fora de casa. Tentamos perceber quando é que conseguimos estar juntos, ou eu conseguir vir cá ou ela lá ir, e felizmente ela conseguiu. Estivemos no Brasil um mês e meio juntos, o que foi maravilhoso. E são sempre vitórias, temos de ver o lado positivo das coisas e não o contrário.

 

Leia a entrevista na íntegra na NOVA GENTE desta semana. Já nas bancas!

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Texto: Luís Duarte Sousa; Fotos: Impala 

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