José Carlos Pereira Quebra o silêncio sobre o processo do ‘Uber da Droga’
Uma investigação judicial deitou a descoberto uma rede de entrega de substâncias ilícitas que servia o jet set da capital. Marta Gil e ‘Zeca’ foram intercetados em conversas telefónicas com o cabecilha, que já foi condenado a prisão efetiva.
Um autêntico terramoto mediático acaba de abalar o universo das celebridades em Portugal. Os atores Marta Gil e José Carlos Pereira, a par do atleta olímpico Jorge Fonseca, viram os seus nomes arrastados para as páginas de um processo polémico conhecido como a ‘Uber da Droga’. Em causa estão várias conversas telefónicas intercetadas pelas autoridades entre as referidas figuras públicas e Nuno Ricardo, o líder de um esquema de distribuição de estupefacientes que foi recentemente condenado, no Campus de Justiça, em Lisboa, a uma pena de cinco anos e meio de prisão efetiva.
A sentença põe fim a uma detalhada investigação sobre uma rede que abastecia a capital e que contava com uma clientela de elite.
O “serviço de entregas” VIP
A rede funcionava com uma logística simples mas eficaz, assemelhando-se a uma conhecida plataforma de entregas. Os clientes faziam as encomendas através de chamadas telefónicas e os encontros decorriam em locais estratégicos e longe de olhares curiosos. Sob o comando de Nuno Ricardo, a operação decorreu intensamente no ano de 2023, comercializando uma vasta gama de substâncias perigosas.
José Carlos Pereira foi gravado a contactar o cabecilha do grupo enquanto circulava na autoestrada A5, com o intuito de agendar uma reunião, num episódio datado de setembro de 2024.
Embora o seu nome conste nos relatórios, o ator acabou por ser dispensado de comparecer no tribunal para prestar declarações. Em esclarecimentos prestados à revista TV 7 Dias, o eterno ‘Zeca’ fez questão de demarcar-se de quaisquer responsabilidades criminais e sublinhou: “Não fui constituído arguido nem acusado neste processo…”.
Texto: Tiago Miguel Simões; Fotos: Impala