Élvio Santiago Grato, mas dececionado! Cantor assume desilusão com TVI: “Foi-me dito que ia…” [Exclusivo]

O artista, que em 2024 participou no reality show da TVI O Dilema, lançou recentemente um novo tema.

Em entrevista à NOVA GENTE, admite que gostava de ter alguém ao seu lado e que se sente mais confiante depois do transplante capilar e da perda de peso.

Lançou recentemente o tema Menina Tuga. Porquê este título? 

Pedi ao Ricardo Landum [autor] uma música para atuar nas festas, nas romarias e ele sugeriu-me este tema. Eu ouvi, gostei e gravei. Acaba por ser um nome à portuguesa, para darmos mais valor àquilo que é nosso. E eu sou uma pessoa que defende muito aquilo que é português.

É na música popular que tem feito carreira. Sente-se satisfeito com o percurso? 

Muito satisfeito. Em primeiro lugar, porque quando estou a atuar, acho que se nota que canto aquilo que gosto: música ligeira. Cresci a ouvir a música popular e é o que gosto realmente de cantar, ao contrário de muitos colegas que a cantam porque, se calhar, têm trabalho mais facilmente. 

Há algum preconceito, mesmo dos próprios artistas? 

Sinto. Por exemplo, uma coisa que não gosto de ouvir é quando dizem: “Vou cantar uma música pimba”. Não gosto do termo “pimba”, porque as coisas têm de ser chamadas pelos nomes certos. E o nome correto é música popular, música ligeira, música do povo, que é aquilo que as pessoas gostam de ouvir, e são as próprias pessoas que fazem delas um sucesso. 

Sente-se valorizado pelo público? 

Nestes últimos tempos tenho-me sentido valorizado. Quando estou em palco vejo as pessoas a olharem-me com respeito, a cantarem as minhas músicas. Isso significa que estou a ir ao encontro das expectativas do público e daquilo que esperam de um artista. No meu caso, esperam boa disposição e animação. Faz parte da minha forma de ser.

Costuma receber muitas mensagens dos fãs? 

Costumo, mas não uso muito a palavra fãs, porque associo a fanáticos, gosto mais de admiradores. Ainda recentemente estive com quatro apreciadoras do meu trabalho, e há pessoas que ficam admiradas por eu fazer questão de manter esta proximidade. Saí do programa da TVI [O Dilema, em 2024] e fui ter com elas para tomar um cafezinho.

Gosta do contacto próximo com o público? 

Gosto, e acho que o público tem sede de conviver um bocadinho connosco, há essa curiosidade. 

Estávamos a falar em Menina Tuga, há alguém na sua vida? 

Vou tendo alguém. Começo a pensar, agora que tenho 35 anos, que convém ter uma “tuga” na minha vida. De preferência uma portuguesa [risos].

Está pronto para se entregar ao amor, ou a carreira atrapalha? 

Esta profissão exige que tenhamos alguém com a plena consciência do meio em que estamos e que, acima de tudo, respeite o nosso espaço no contexto profissional. Quando há amor, estamos sempre preparados. A pessoa tem de compreender e confiar em mim, e pode fazê-lo à vontade. Nunca darei motivos para que haja desconfiança. 

Em 2024 decidiu aceitar o convite para entrar n’O Dilema, da TVI. Esta experiência mudou a sua vida? 

Quem não me conhecia passou a conhecer, mesmo a nível profissional, como cantor. Mas não me veio trazer mais trabalho, muito pelo contrário. Porque, como não sabia quando é que ia sair, cancelei dois espetáculos no Algarve nessa altura. A construção da minha carreira é fruto da promoção que faço, sem qualquer ligação a O Dilema. 

Quando aceitou entrar, achava que ia abrir portas profissionais? 

Sim, temos sempre a esperança de que, quando se está diariamente na televisão, numa novela da vida real, acabe por mexer com a carreira, mas não foi o caso. Estive lá pouco tempo, apenas duas semanas, e era “virgem” naquele formato. Além disso, foi-me dito, antes de entrar, que ia ser um programa de verão, animado, com desafios, e acabou por não ser bem assim. Foi mais uma mistura de Big Brother com Casa dos Segredos, apenas se mudou o nome. Mas sei agradecer às pessoas que me ajudam e estou muito grato quer à Endemol quer à TVI, e à pessoa que sugeriu o meu nome.

Para aceitar um novo convite teria de ser um formato diferente? 

Teria de ser, porque eu não gosto nada de confusões nem de conflitos. E se for um programa divertido, para entreter as pessoas, contem comigo. Quem me conhece bem sabe que sou muito brincalhão, transformo-me numa criança. Mas voltar a um programa como O Dilema, não.

Veja a restante entrevista e outros temas exclusivos na NOVA GENTE que já está em banca!

Texto: Luís Duarte Sousa; Fotos: Zito Colaço

 

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