Cristina Ferreira “Não estou no nível que quero”

Cristina Ferreira concilia os dois programas que apresenta com um estilo de vida mais saudável.

Nos últimos meses, Cristina Ferreira decidiu travar uma batalha pessoal: levar o exercício físico a sério e transformá-lo numa rotina inegociável. Não parte do zero, pois sempre treinou para manter a forma, mas agora a meta é outra. “Eu já me dedicava, só que o fazia para manter, para poder continuar a comer, e agora decidi intensificar”, explicou, à margem da gala do 33º aniversário da TVI, a 21 de fevereiro, no Casino Estoril.

Aos 48 anos, assume que o tempo não perdoa. “A idade passa por nós e as modificações do corpo também. E, antes que elas aparecessem e eu não conseguisse fazer nada delas, tenho tentado optar pela diferença na alimentação, no exercício e também na suplementação”, afirmou. Os resultados já são visíveis, ainda que não a satisfaçam por completo. E há metas concretas: levantar mais peso, não desistir a meio dos agachamentos e superar limites. “Ainda não estou no nível que quero, mas hei de lá chegar”, garantiu.

Se a disciplina física é recente, a exigência profissional mantém-se intacta. Na véspera da estreia da 10ª edição da Casa dos Segredos, Cristina reconhecia a pressão de acumular o reality show com o programa das manhãs. “Eu e o Cláudio [Ramos] somos os mais sacrificados quando apresentamos um reality, porque no dia a seguir estamos no programa das manhãs e são três horas em direto”, admitiu. Ainda assim, recusa abrandar: “Não é nada que não se consiga fazer”.

Afasta, por isso, a hipótese de sair temporariamente do matutino. “O programa da manhã é muito familiar. As pessoas estão habituadas a ver-nos, não faz sentido não estar lá por apresentar outro formato”, explicou. A decisão implica sacrifícios claros: fins de emissão tardios, adrenalina difícil de desligar e um despertador implacável às seis da manhã. “É muito difícil”, reconheceu.

Para manter o controlo, ajusta rotinas e delega o que pode. É dispensada de reuniões não essenciais e reduz o tempo passado na estação durante a tarde. Mas há uma condição sem direito a discussão: acompanhar tudo ao detalhe. “Eu preciso de ver o programa. Não me baseio em relatórios. Tenho de estar horas em frente a um televisor a tomar notas”, sublinhou.
 

 

Texto: Luís Duarte Sousa; Foto: TVI

 

 

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