Promoção de integração de daltónicos junto de crianças de Moçambique

A organização sem fins lucrativos ColorADD Social vai alargar a Moçambique a sua missão de promover e potenciar a integração de daltónicos, realizando este mês ações de sensibilização junto de 200 crianças de Chokwè, província de Gaza.

Promoção de integração de daltónicos junto de crianças de Moçambique

Porto, 08 fev (Lusa) — A organização sem fins lucrativos ColorADD Social vai alargar a Moçambique a sua missão de promover e potenciar a integração de daltónicos, realizando este mês ações de sensibilização junto de 200 crianças de Chokwè, província de Gaza.


Depois de ter já realizado 15 mil rastreios de daltonismo em território nacional, numa missão de promover e potenciar a integração social de daltónicos que envolveu “mais de 30 mil crianças, professores, pais e encarregados de educação”, surge agora “a vontade de ir mais longe, até Moçambique”, disse hoje à Lusa Miguel Neiva, responsável pela ColorADD Social.


“Num mundo com tantas desigualdades queremos proporcionar a todas as crianças as mesmas condições de partida para que, à chegada, possam um dia vir a ser aquilo com que sempre sonharam”, acrescentou.


Entre o dia 19 e 02 de março, esta organização sem fins lucrativos vai oferecer a 200 crianças da escola Santa Luísa de Marillac, em Chokwè, bem como à comunidade educativa, sessões de esclarecimento sobre o daltonismo, dando a conhecer a “linguagem universal e inclusiva” que o designer Miguel Neiva desenvolveu e que se traduz num código que permite aos daltónicos identificar as cores.


A ação em Moçambique, levada a cabo por uma equipa de técnicos da ColorADD Social e voluntários da Organização Não Governamental “Um pequeno Gesto, Uma Grande Ajuda”, com sede naquele país africano, inclui também rastreios para identificar casos de daltonismo ainda não sinalizados e oferecer material escolar que permite às crianças “efetuar com segurança qualquer ação em que a cor seja fator de identificação, orientação ou escolha”.


Segundo Miguel Neiva, o objetivo é levar às crianças daquela cidade moçambicana, “onde quase tudo falta, um pouco de cor e alegria, uma experiência marcante e lúdica que lhes permita aprender uma nova linguagem universal e única (código), e a interagir com ela, tomando consciência de que nem todos somos iguais mas que todos devemos ser aceites de igual forma”.


O código de cores que Miguel Neiva criou é composto por formas (triângulos e diagonais) que, juntas, indicam se a cor representada é um azul claro, verde escuro, laranja, preto ou outra.


Na base deste código estão as cores primárias, o preto e o branco. Associando-se formas, como se juntam cores primárias, obtém-se as outras cores.


Este código de identificação para daltónicos tem vindo a ser adotado por diversas empresas e instituições nacionais de diferentes setores, como nos transportes (identificação das linhas de metro), educação (lápis de cor), vestuário (etiquetas da roupa) e saúde (triagem de Manchester nos hospitais), entre outros.


“A vontade é o que nos move e esta ‘cruzada’ que vamos iniciar [em Moçambique] prova como é possível encontrar e criar sinergias quando se está alinhado com o mesmo propósito”, concluiu o designer.



JAP // LIL

By Impala News / Lusa

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