Polícia moçambicana detém mais dois suspeitos por ofensa ao Presidente da República

A polícia moçambicana deteve mais dois cidadãos suspeitos de incitarem à desobediência coletiva e ofensa à honra do Presidente da República, Daniel Chapo, nas províncias de Sofala e Manica, centro do país, anunciou hoje o serviço de investigação criminal.

Polícia moçambicana detém mais dois suspeitos por ofensa ao Presidente da República

Em comunicado, a polícia refere que os suspeitos foram detidos no dia 27 de maio de 2026, em coordenação com o Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) e outras entidades das Forças de Defesa e Segurança (FDS), nos distritos da Beira e Gondola, nas províncias de Sofala e Manica, respetivamente.

“Estes dois cidadãos [foram detidos] indiciados pela prática do crime de incitamento à desobediência coletiva em concurso com ofensa à honra do Presidente da República”, lê-se no documento, acrescentando que já foram presentes ao juiz de instrução, tendo sido aplicada a medida de prisão preventiva, enquanto o processo segue a instrução preparatória.

O Sernic explica ainda que a detenção dos indivíduos, que cumprem agora a medida preventiva na penitenciária provincial de Sofala, resulta das diligências investigativas realizadas no âmbito de processos-crime instaurados na sequência da divulgação, através das redes sociais, de imagens e comentários “contendo informações tendenciosas e suscetíveis de provocar alarme social, inquietação pública e incitamento à desobediência coletiva”.

Segundo a corporação, das investigações realizadas e dos elementos colhidos, incluindo o conteúdo das imagens e comentários divulgados pelos indivíduos, resultam igualmente “indícios da prática do crime de ofensa à honra do Presidente da República, por terem proferido expressões de elevado teor ofensivo contra Sua Excelência, o Presidente da República”.

As autoridades reafirmam ainda o compromisso de continuar a investigar e responsabilizar os cidadãos que com a sua conduta atentarem contra a segurança pública e “tentem subverter a imagem e bom nome” do Presidente da República, assegurando empregar “todos os meios técnicos operativos e o seu saber para localizar e capturar os autores destes crimes”.

O Sernic conclui apelando aos cidadãos para se absterem de proferir, divulgar, comentar ou partilhar informações suscetíveis a esses crimes, que constituem mais um caso com detenção recente por ofensa à honra do Presidente da República.

Na quarta-feira, o Sernic deteve um cidadão acusado de incitamento à desobediência coletiva e de ofensas ao Presidente da República por via de um vídeo divulgado nas redes sociais.

Segundo o porta-voz do Sernic, Hilário Lole, o suspeito foi localizado e detido em 17 de julho, no distrito de Bilene, província de Gaza, sul do país, numa operação realizada em articulação com outras Forças de Defesa e Segurança.

Segundo o porta-voz, as investigações permitiram igualmente recolher indícios da alegada prática do crime de ofensa à honra do Presidente da República, Daniel Chapo, e de antigos chefes de Estado, com o cidadão detido a proferir “expressões de elevado teor ofensivo” contra aquelas figuras.

VIYS(EMYZ) // RBF

By Impala News / Lusa

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