PJ apreende 1 ME no âmbito da investigação ao homicídio de empresário de Braga

O Gabinete de Recuperação de Ativos da Polícia Judiciária (PJ) arrestou e apreendeu ativos no valor de aproximadamente um milhão de euros, no âmbito da investigação ao sequesto e homicídio de um empresário de Braga, informou aquela força.

PJ apreende 1 ME no âmbito da investigação ao homicídio de empresário de Braga

Braga, 23 mar (Lusa) – O Gabinete de Recuperação de Ativos da Polícia Judiciária (PJ) arrestou e apreendeu ativos no valor de aproximadamente um milhão de euros, no âmbito da investigação ao sequesto e homicídio de um empresário de Braga, informou hoje aquela força.


Em comunicado, a PJ acrescenta que aquela investigação patrimonial e financeira foi desenvolvida com vista à identificação, localização e apreensão de ativos, cuja proveniência surge de atividade criminosa pela prática de crime de sequestro, homicídio e associação criminosa.


A investigação “visou identificar, localizar e apreender património financeiro e imóvel no montante de cerca um milhão de euros que se encontrava em 24 aplicações financeiras, distribuídas por dez instituições bancárias e património imobiliário na titularidade ou domínio e benefício dos visados”.


“A investigação patrimonial e financeira, complexa e pormenorizada, permitiu identificar e localizar valores patrimoniais incongruentes com a atividade lícita dos arguidos, que resultou no arresto preventivo decretado pela autoridade judicial, permitindo, dessa forma, que os arguidos não beneficiassem das vantagens auferidas com a prática da atividade criminosa”, acrescenta o comunicado.


Em causa está o sequestro de um empresário de Braga, registado a 11 de março de 2016, naquela cidade, seguido de homicídio da vítima.


O Ministério Público (MP) acusou sete arguidos de matar o empresário e de dissolver o cadáver em quinhentos litros de ácido sulfúrico.


Os arguidos estão acusados dos crimes de associação criminosa, furto qualificado, falsificação ou contrafação de documentos, sequestro, homicídio qualificado, profanação de cadáver e incêndio.


Três daqueles arguidos vão ainda responder pelo crime de detenção de arma proibida.


De acordo com a acusação, aqueles sete arguidos “organizaram-se entre si, criando uma estrutura humana e logística, com o propósito de sequestrar um empresário de Braga, de o matar e de fazer desaparecer o seu cadáver”.


Com isso, pretendiam “impedir de reverter um estratagema” mediante o qual o património dos pais da vítima, avaliado em cerca de dois milhões de euros, fora passado para uma sociedade controlada por dois dos arguidos.


Na execução daquele propósito, e depois de terem monitorizado as rotinas da vítima, quatro dos arguidos dirigiram-se, a 11 de março de 2016, a Braga, em dois veículos automóveis roubados no Porto, numa empresa de comércio de veículos automóveis.


“Abordaram o empresário por volta das 20:30, meteram-no no interior de um dos veículos automóveis e levaram-no para um armazém, em Valongo, onde o mataram por estrangulamento, acabando por dissolver o cadáver em quinhentos litros de ácido sulfúrico, já noutro armazém, sito em Baguim do Monte”, acrescenta o comunicado.


Aqueles sete dos arguidos, entre os quais dois advogados, estão em prisão preventiva.


O processo tem mais dois arguidos, um dos quais é acusado dos crimes de falsificação ou contrafação de documento e de incêndio, e o outro de furto qualificado.



VCP // LIL

By Impala News / Lusa

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