Parlamento israelita dissolvido no quadro das eleições de outubro

O Parlamento de Israel foi dissolvido hoje, depois de ter aprovado uma série de projetos de lei, no âmbito das eleições legislativas marcadas para 27 de outubro

Parlamento israelita dissolvido no quadro das eleições de outubro

A dissolução já estava prevista e acontece numa altura em que primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, luta para se manter no poder e Israel se aproxima do terceiro ano do ataque do Hamas de 07 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra na Faixa de Gaza.

As sondagens em Israel mostram um forte crescimento do apoio aos partidos da oposição, liderados pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett.

Na última semana, o Knesset aprovou várias leis polémicas, enquanto Netanyahu tentava fazer avançar alguns dos projetos prioritários para os partidos de extrema direita.

O Knesset aprovou dois projetos de lei que, na prática, interrompem o alistamento militar de homens ultraortodoxos, numa tentativa de garantir que os partidos ultraortodoxos integram a coligação de Netanyahu no próximo governo.

O Knesset aprovou também recentemente vários projetos de lei relacionados com as tentativas de Netanyahu sobre a reforma do sistema judicial, incluindo o aumento do controlo governamental sobre as estações de rádio e televisão.

Por outro lado, a Procuradora-Geral, Gali Baharav-Miara, opôs-se à reforma e tem sido alvo frequente de críticas por parte de Netanyahu e da direita israelita.

“Estamos a concluir um mandato de quatro anos. Aprovámos nove orçamentos e centenas de projetos de lei. Agradeço a confiança que depositaram em mim, graças à qual conseguimos, em conjunto, manter um mandato de quatro anos”, disse o presidente do Knesset, Amir Ohana, ao anunciar a dissolução.

Concluir um mandato completo de quatro anos é raro na história de Israel.

A última vez que o governo de Israel cumpriu um mandato completo, sem interrupções para eleições antecipadas, foi em 1988.

Não há limite de mandatos em Israel, e Netanyahu ocupou o cargo mais vezes do que qualquer outro primeiro-ministro na história do país.

Israel realiza eleições, em média, a cada dois anos e meio, o que coloca o país em penúltimo lugar na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) em termos de intervalos entre eleições — um indicador de instabilidade política, segundo o Instituto de Democracia de Israel.

 

PSP // SB

By Impala News / Lusa

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