Marchas de opositores do regime venezuelano travadas na rua, um ferido

Uma das marchas de opositores do regime na Venezuela, que tentava chegar à sede do gabinete do provedor de Justiça, foi dispersa com gás lacrimogéneo e noutra concentração antigovernamental há relatos de uma pessoa ferida com um tiro.

Marchas de opositores do regime venezuelano travadas na rua, um ferido

Caracas, 19 abr (Lusa) — Uma das marchas de opositores do regime na Venezuela, que tentava hoje chegar à sede do gabinete do provedor de Justiça, foi dispersa com gás lacrimogéneo e noutra concentração antigovernamental há relatos de uma pessoa ferida com um tiro.


Os relatos são repórteres da agência de notícias espanhola Efe, no local.


Elementos da Guarda Nacional (polícia militarizada) intervieram para dispersar a concentração da oposição numa área de Caracas denominada Paraíso, quando os manifestantes se encaminhavam para o centro da cidade, resultando em confronto com alguns manifestantes, que responderam atirando pedras aos agentes da autoridade.


“Denunciamos um manifestante ferido de bala na Plaza La Estrela de San Bernardino”, disse o deputado Jorge Millán na sua conta na rede social Twitter, em referência aos acontecimentos noutra área do centro da cidade.


O Ministério Público já confirmou a existência de um ferido e que abriu uma investigação para identificar os autores do disparo.


Vários meios de comunicação locais informaram que o ferido é um jovem de 17 anos, de nome Carlos José Moreno, que foi encaminhado para o hospital.


A Venezuela é hoje palco de manifestações de opositores e apoiantes do regime venezuelano, no dia do 207.º aniversário da ‘revolução’ de 1810, que levou à independência do país.


A intenção dos opositores do Presidente Nicolas Maduro é realizar a “mãe de todas as marchas”, em todos os 24 estados do país.


Antecipando o protesto, o Presidente ordenou às Forças Armadas Bolivarianas (FAB) que se dispersem por todo o país e anunciou que aprovou um plano para aumentar para 500.000 os membros da Milícia Bolivariana que, armados, serão enviados “em defesa da moral, da honra, do compromisso com a pátria”.


Em paralelo, o governo anunciou uma “marcha histórica”, em Caracas, para assinalar o aniversário da ‘revolução’.


Desde o início de abril, uma onda de manifestações foi marcada por violentos confrontos com a polícia que fizeram pelo menos seis mortos e centenas de feridos.



ANP // EL

By Impala News / Lusa

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