Mais mil pessoas abandonam áreas de risco devido à subida do rio Limpopo em Moçambique

Mais de mil pessoas foram obrigadas a abandonar as áreas consideradas de risco no distrito de Chokwé, sul de Moçambique, devido à subida do rio Limpopo, disse à Lusa fonte do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC).

Mais mil pessoas abandonam áreas de risco devido à subida do rio Limpopo em Moçambique

Gaza, Moçambique 07 fev (Lusa) — Mais de mil pessoas foram obrigadas a abandonar as áreas consideradas de risco no distrito de Chokwé, sul de Moçambique, devido à subida do rio Limpopo, disse hoje à Lusa fonte do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC).


“No total, 1.064 pessoas tiveram de sair destas zonas”, disse o delgado do INGC na província de Gaza, Manuel Maxhlaieie, acrescentando que ainda não é possível calcular os danos na sequência das inundações.


As pessoas foram evacuadas para localidades dos distritos de Guijá e Chibuto, vizinhos de Chokwé, bem como para a capital da província de Gaza, Xai-Xai, onde estão a ser assistidas.


“Ainda temos poucas informações sobre a situação dos bens das pessoas, mas sabemos que houve danos”, reiterou o delegado do INGC na província de Gaza.


A inundação do Limpopo é causada pelas chuvas fortes que caem na África do Sul e no Zimbabué, países por onde o rio passa antes de chegar a Moçambique para desaguar no oceano Índico.


Falando após uma reunião do Conselho de Ministros em Maputo, o porta-voz do órgão, Mouzinho Saíde, disse que o Governo moçambicano tudo está a fazer para apoiar as famílias afetadas pelas inundações nas zonas de risco, destacando que o processo não decorre apenas no Limpopo.


“As famílias foram quase todas retiradas e estamos no processo do reassentamento”, referiu o porta-voz do Conselho de Ministros, que acrescenta que o Governo está também atento à situação nos rios Buzi e Pungoe, na província de Sofala, centro de Moçambique.


Apesar dos riscos, por um lado, a chuva que cai na região cria boas perspetivas para a produção na nova campanha agrícola, depois de a província de Gaza ter sido uma das mais atingidas por um período de seca prolongada, que deixou, em todo país, cerca de 1,5 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar no ano passado.


Moçambique é sazonalmente atingido por cheias, fenómeno justificado pela sua localização geográfica, a jusante da maioria das bacias hidrográficas da África Austral.


As piores cheias de que há registos em Moçambique ocorreram em 2000, quando morreram mais de 800 pessoas.



EYAC // EL

By Impala News / Lusa

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