Santuário em chamas: Incêndio destrói estátua de Nossa Senhora de Fátima com 35 metros

Monumento religioso em Natal, no Brasil, foi consumido pelas chamas após curto-circuito. Artista garante reconstrução sem quaisquer custos para a autarquia.

Santuário em chamas: Incêndio destrói estátua de Nossa Senhora de Fátima com 35 metros

O sonho de erguer um dos maiores monumentos religiosos do Brasil transformou-se num pesadelo de fumo e chamas. Na tarde desta terça-feira, 24 de fevereiro, um incêndio de grandes proporções reduziu a cinzas a estátua de Nossa Senhora de Fátima, que estava em fase final de construção no bairro Pajuçara, na Zona Norte de Natal (Rio Grande do Norte).

O incidente, que mobilizou cerca de 20 militares do Corpo de Bombeiros, causou ferimentos ligeiros num trabalhador e destruiu um investimento que já rondava os 15 milhões de reais (aproximadamente 2,8 milhões de euros).

Cronologia da tragédia: Do início da obra ao colapso

Novembro de 2024: Início da construção do Complexo Turístico Religioso, com a montagem da base de 8 metros.
Janeiro de 2026: A estátua começa a ganhar forma através de módulos de isopor e resina, técnica que permite detalhe e leveza.
24 de fevereiro de 2026 (14h30): Operários realizavam trabalhos de soldagem no topo da estrutura quando um curto-circuito terá originado faíscas. O material altamente inflamável (isopor e fibra) fez com que o fogo se propagasse em segundos.
24 de fevereiro de 2026 (16h00): O Corpo de Bombeiros dá o incêndio como controlado, mas a estrutura central colapsou. Apenas a cabeça e a coroa, que ainda não tinham sido instaladas, ficaram intactas.

Investimento milionário e o futuro do monumento

A obra, orçada em 15 milhões de reais pela Prefeitura de Natal, incluía não apenas a imagem, mas toda a pavimentação, a iluminação e acessibilidade. Apesar do cenário desolador, o escultor responsável, Ranilson Viana, já veio a público garantir que a reconstrução será feita e que os custos adicionais serão assumidos pela sua equipa, não sobrecarregando os cofres municipais.

A perícia da Polícia Científica deverá confirmar nos próximos dias se houve negligência nas medidas de segurança durante o manuseamento da máquina de solda junto ao material combustível. Tal como acontece agora em Natal, a reconstrução destes símbolos torna-se, muitas vezes, num movimento de união social.

Luís Martins; WiN

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