Europa ultrapassa América do Norte em número de ‘sites’ de abuso sexual infantil

A Europa ultrapassou a América do Norte como tendo a maior rede mundial de ‘sites’ que contêm imagens de abuso sexual infantil, segundo um estudo hoje publicado por um grupo britânico de vigilância da internet.

Europa ultrapassa América do Norte em número de'sites' de abuso sexual infantil

Londres, 03 abr (Lusa) — A Europa ultrapassou a América do Norte como tendo a maior rede mundial de ‘sites’ que contêm imagens de abuso sexual infantil, segundo um estudo hoje publicado por um grupo britânico de vigilância da internet.


A Europa, incluindo a Rússia e a Turquia, somam 60% desses ‘sites’, um aumento de 19 pontos percentuais em relação a 2015, segundo o relatório anual da Internet Watch Foundation (IWF), com sede no Reino Unido.


A América do Norte hospedou em 2016 cerca de 37% dos ‘sites’ de pornografia infantil do mundo, contra 57% em 2015.


O estudo encontrou o número mais elevado – 20.972 ou 37% do total — na Holanda, seguida pelos Estados Unidos com 12.492 (22%), o Canadá com 8.803 (15%), a França com 6.099 (11%) e a Rússia com 4.176 (sete por cento).


“O cenário global não é bom”, disse, num comunicado, a diretora executiva da IWF, Susie Hargreaves.


“As empresas de internet e as grandes companhias não estão a fazer nada, ou muito pouco, para lidar com imagens de abuso sexual infantil ‘online’, precisando intensificar (as medidas para evitar ou combater este tipo de abuso) e trabalhar connosco”, acrescentou Susie Hargreaves.


O estudo refere avanços na tecnologia de rastreamento para identificar criminosos ‘online’, mas por outro lado, o número de relatórios sobre este tipo de abuso infantil quase dobrou, passando de 4,4 milhões em 2015 para 8,2 milhões em 2016.


A organização, em aliança com empresas de tecnologia e forças de segurança, com sede em Cambridge, na Inglaterra, também referiu que novos domínios lançados no mercado estavam a ser usados para hospedar essas imagens.


O estudo indicou que houve um aumento de 258% na compra e abuso de novos domínios em relação a 2015, bem como um aumento de técnicas usadas por criminosos para ocultar imagens na internet.



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By Impala News / Lusa

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