SITAVA estima adesão acima de 50% em Lisboa e Porto na greve dos trabalhadores dos aeroportos

O Sindicato dos Trabalhadores da Aviação Civil avançou que a greve parcial dos trabalhadores das empresas de vigilância e segurança privada registou uma adesão superior a 50% nos aeroportos de Lisboa e Porto.

SITAVA estima adesão acima de 50% em Lisboa e Porto na greve dos trabalhadores dos aeroportos

Lisboa, 16 abr (Lusa) — O Sindicato dos Trabalhadores da Aviação Civil (SITAVA) avançou hoje que a greve parcial dos trabalhadores das empresas de vigilância e segurança privada registou uma adesão superior a 50% nos aeroportos de Lisboa e Porto.


“A adesão tem estado entre 50 e 60% entre Porto e Lisboa, em Faro estava na ordem dos 30 a 40%, nos Açores e Madeira mais baixo, mas significativo”, afirmou à Lusa o dirigente sindical Armando Costa.


O responsável admitiu, contudo, que a greve não causou atrasos, nem cancelamentos de voos, tal como tinha dito a ANA – Aeroportos de Portugal, mas garantiu que esse não era o objetivo, pelo que propositadamente a greve foi apenas parcial.


“O objetivo não era paralisar o aeroporto, não era penalizar os passageiros nem as companheiras aéreas, era desregular os horários das empresas [de segurança} com o objetivo de lhes fazer o que fazem aos trabalhadores”, explicou.


Armando Costa disse esperar que agora, nas negociações do Contrato Coletivo de Trabalho, as empresas se mostrem mais dispostas a dar condições adequadas aos trabalhadores e que, se assim não for, “a luta vai continuar” com mais plenários de trabalhadores e provavelmente com mais greves.


Hoje é o quarto dia desta greve parcial dos trabalhadores das empresas de vigilância e segurança privada dos aeroportos, com cada trabalhador a fazer uma paralisação de duas horas diárias no início dos turnos.


O SITAVA acusa as empresas de vigilância e segurança privada de não aceitarem rever os salários, congelados desde 2011, e de desregularem os horários de trabalho destes trabalhadores, estimados em mais de mil.


Por seu lado, a Associação de Empresas de Segurança já lamentou a greve parcial e afirmou que as propostas do sindicato mostram-se “seriamente comprometedoras da sustentabilidade financeira das empresas”, ao implicarem um “incremento direto de custos superior a 30%, ameaçando, com isso, a destruição definitiva de emprego neste setor”.


Apesar de a greve não estar a causar problemas em voos, a ANA recomenda aos viajantes “que procurem ou aguardem as instruções transmitidas pelas suas companhias aéreas, deslocando-se para os aeroportos de acordo com aquele contexto”.


A empresa gestora dos aeroportos portugueses aconselha ainda a despacharem bagagem no ‘check-in’, para reduzir o número de peças a rastrear no controlo de bagagem de mão, que é feito pelos trabalhadores destas empresas, e assim minimizar o impacto da paralisação.



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By Impala News / Lusa

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