Seguro irritado com situação da saúde critica quem não quer contribuir para pacto

O candidato presidencial António José Seguro mostrou-se hoje “completamente irritado e indignado” com a situação da saúde, criticando o “passa culpas” e a indisponibilidade de outros candidatos e partidos para contribuírem para um pacto nesta área.

Seguro irritado com situação da saúde critica quem não quer contribuir para pacto

“Infelizmente todos os dias acontecem casos destes que me deixam completamente irritado, para não utilizar outra palavra, indignado”, respondeu o candidato presidencial apoiado pelo PS, António José Seguro, quando questionado sobre o caso de um homem, no Seixal, que morreu na terça-feira após quase três horas à espera pelo socorro do INEM.

Na opinião de Seguro, isto só demonstra “a urgência de haver um compromisso sólido em torno da saúde”, sendo o pacto para que propôs nesta área a sua prioridade caso seja eleito Presidente da República nas eleições de 18 de janeiro. “Outros preocupam-se a ver quem é que é a culpa. Esta coisa do passa culpas é também um problema. Eu quero é soluções. Nós temos que mudar a cultura política em Portugal”, disse, questionado sobre de quem é a responsabilidade destes casos.

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Para o candidato apoiado pelo PS, a dificuldade no acesso à saúde “é uma indignidade”. “E, portanto, irrita-me muito também que haja outros candidatos ou partidos que digam que não estão disponíveis para dar o seu contributo”, criticou, sem concretizar os nomes. Na perspetiva de Seguro “se os governos, por melhor que façam, não conseguem resolver os problemas da saúde e permitem situações infelizes como esta e tragédias como esta” a solução “é fazer um pacto em torno da saúde”.

A sua proposta não é para “meia dúzia de palavras”, mas sim para “uma solução duradoura, que tenha objetivos, que tenha metas, que tenha uma estratégia, que tenha orçamentos e que depois seja avaliada”, insistiu. O INEM abriu uma auditoria à chamada recebida na terça-feira de um utente do Seixal que morreu depois de ter estado três horas à espera de socorro, anunciou hoje o presidente do instituto.

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