RDCongo precisa de ajuda humanitária de 2,1 mil milhões de euros em 3 anos – ONU
A população vulnerável da República Democrática do Congo precisa de 2,3 mil milhões de dólares (2,1 mil milhões de euros) para o período de 2017 a 2019, segundo o Plano de Resposta Humanitária divulgado pela ONU.
Kinshasa, 10 fev (Lusa) — A população vulnerável da República Democrática do Congo precisa de 2,3 mil milhões de dólares (2,1 mil milhões de euros) para o período de 2017 a 2019, segundo o Plano de Resposta Humanitária divulgado hoje pela ONU.
Em 2017, o Plano de Resposta Humanitária (PRH) “tem como alvo 6,7 milhões de pessoas vulneráveis, número que deverá atingir os 7,1 milhões em 2018 e os 7,2 milhões em 2019”, indica o documento do Departamento de Assuntos Humanitários das Nações Unidas (OCHA) na República Democrática do Congo (RDC).
“Para aplicar o PRH serão necessários 2,3 mil milhões de dólares durante os três anos”, adianta.
Segunda o OCHA, “a maioria das necessidades estão concentradas nas zonas de conflito no leste do país, mas existem bolsas de vulnerabilidades noutros sítios” do país “afetado há várias décadas por uma crise aguda”.
Há mais de 20 anos que a RDC é palco de conflitos armados, alimentados por diferendos étnicos e territoriais, pela concorrência pelo controlo dos recursos mineiros e por rivalidades entre potências regionais.
Além dos conflitos armados, o OCHA indica as violências intercomunitárias, assim como a ausência de desenvolvimento, entre os fatores que explicam a vulnerabilidade crónica que afeta a maior parte dos 70 milhões de congoleses.
Segundo o PRH, a problemática dos movimentos populacionais representa mais de metade das necessidades humanitárias e afetava mais de 2,1 milhões de deslocados internos e perto de meio milhão de refugiados no final de 2016.
“O contexto humanitário é agravado pelas tensões políticas pré-eleitorais, pelo desaceleramento económico e pela propagação das violências intercomunitárias”, adianta o documento.
A RDC vive uma situação política tensa devido ao adiamento das presidenciais que deveriam ter ocorrido em 2016 e à continuação no poder do presidente Joseph Kabila, cujo mandato terminou a 20 de dezembro.
A 31 de dezembro, a maioria e a oposição acordaram a criação de um governo de união nacional, dirigido por um primeiro-ministro oriundo da oposição, que asseguraria a transição.
Mas a designação deste está num impasse após a suspensão das negociações mediadas pelo episcopado congolês e a morte a 01 de fevereiro em Bruxelas do opositor histórico Étienne Tshisekedi.
O acordo previa a realização de eleições presidenciais no “final de 2017”.
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By Impala News / Lusa