PR queniano reclama no G7 uma parceria de “igualdade soberana” para África

O Presidente do Quénia, William Ruto, rejeitou hoje perante os líderes do G7 a visão histórica de África como um “fardo” e defendeu uma parceria assente na “igualdade soberana” e no investimento mutuamente benéfico.

PR queniano reclama no G7 uma parceria de

O chefe de Estado queniano denunciou que os países africanos são obrigados a endividar-se a taxas de juro muito superiores às de outras regiões com fundamentos económicos semelhantes, devido a avaliações de risco enviesadas.

Embora tenha reconhecido o valor dos bancos multilaterais de desenvolvimento, advertiu que o capital atualmente disponível é insuficiente para a dimensão dos projetos que o continente pretende concretizar.

Perante este cenário, esclareceu que o problema de África não é a falta de dinheiro, uma vez que o continente acumula mais de quatro biliões de dólares em ativos financeiros, distribuídos por bancos, fundos de pensões e reservas.

“O que nos falta não é dinheiro. É uma arquitetura de risco que transforme poupanças de curto prazo em investimentos de longo prazo, à escala”, afirmou Ruto, segundo um comunicado da Presidência.

Como exemplo de que o desenvolvimento “começa em casa”, detalhou que o Quénia mobilizou, por iniciativa própria, cerca de 9 mil milhões de dólares (cerca de 7,75 mil milhões de euros) para habitação acessível e 1,5 mil milhões de dólares (1,29 mil milhões de euros) para o seu programa de cobertura universal de saúde.

Ruto instou diretamente as potências do G7 a apoiarem as instituições multilaterais africanas através de instrumentos de garantia e mecanismos de partilha de risco, apontando explicitamente a Agência para o Desenvolvimento do Comércio e Investimento em África como um canal adequado.

“África não é um problema que precise de ser resolvido, é uma parte fundamental da solução. Não é um fardo que tenha de ser suportado, nem uma dívida que as antigas potências coloniais tenham de pagar. É um ativo para a prosperidade mundial”, concluiu o único líder africano convidado para o fórum que está a ser realizado na cidade francesa de Évian.

 

MIM // MLL

Lusa/Fim

By Impala News / Lusa

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