Novo plano do governo italiano visa redistribuir melhor os refugiados pelo país
O governo italiano quer melhorar a distribuição de refugiados pelo seu território, visando colocar 2,5 requerentes de asilo por cada 1.000 habitantes, destinando para isso 100 milhões de euros às autarquias que aceitem acolher estas pessoas.
Roma, 08 fev (Lusa) – O governo italiano quer melhorar a distribuição de refugiados pelo seu território, visando colocar 2,5 requerentes de asilo por cada 1.000 habitantes, destinando para isso 100 milhões de euros às autarquias que aceitem acolher estas pessoas.
As medidas fazem parte de um plano apresentado hoje pelo Executivo italiano, que também prevê um aumento dos esforços para travar o número de pessoas que chega a Itália e para expulsar aqueles que não cumpram as regras para o asilo.
“Devemos acolher e integrar quem tem direito e repatriar os outros”, salientou o ministro do Interior, Marco Minniti, ao apresentar as grandes linhas do plano perante uma comissão parlamentar.
Desde 2014 que já chegaram às costas italianas mais de meio milhão de migrantes e os centros de acolhimento já contabilizam atualmente cerca de 175 mil requerentes de asilo.
O plano visa precisamente melhorar a redistribuição destas pessoas com direito de asilo, com um objetivo de 2,5 requerentes por cada 1.000 habitantes.
“Não é que amanhã todas as autarquias entrem nisto, mas é um primeiro passo”, comentou à agência France-Presse Matteo Biffoni, o responsável de imigração da Associação de Autarquias de Itália (Anci).
“O acolhimento de migrantes é uma questão difícil e não muito popular, mas se toda a gente fizer um esforço, torna-se gerível”, realçou.
Para incentivar a adesão das comunidades ao acolhimento, o Estado italiano vai dedicar este ano um total de 100 milhões de euros às autarquias que entrem no projeto.
O governo italiano também quer desmantelar os “grandes centros de acolhimento, porque números mais restritos [de migrantes] permitem uma interação diferente com as populações locais”, explicou Minniti, que também se comprometeu a aumentar o controlo sobre os centros de acolhimento.
Alguns destes centros com lotação prevista para 300 pessoas chegavam a acolher um milhar de migrantes, e outros, considerados insalubres, ainda estão em serviço por falta de alternativa, recordou Gabriella Guido, porta-voz do coletivo LasciateCiEntrare (Deixem-nos entrar).
O governo também pretende generalizar a medida de distribuir trabalhos de interesse geral aos refugiados (ou gratuitos ou mal pagos), apenas com o objetivo de estes não levarem uma “vida vazia” à espera da resolução do seu processo.
Em certas comunidades, os requerentes de asilo cuidam dos espaços verdes, dão cursos de idiomas ou ajudam a Cruz Vermelha.
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By Impala News / Lusa