Lula da Silva critica incapacidade da ONU face aos “senhores da guerra” 

O Presidente brasileiro, Lula da Silva, criticou hoje a incapacidade das Organização das Nações Unidas (ONU), afirmando que está a ceder “ao fatalismo dos senhores das guerras”.  

Lula da Silva critica incapacidade da ONU face aos

 “A ONU está cedendo ao fatalismo dos senhores das guerras e não tem espaço para os senhores da paz”, criticou o chefe de Estado brasileiro, que considerou ainda que a ONU está “desacreditada” e

Durante um evento em Brasília da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), Lula da Silva instou os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança – Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido – a dar prioridade à luta contra a fome, em vez de discutirem como se armar mais, e criticou a postura do seu homologo norte-americano, Donald Trump.  

“Vocês acham normal o Presidente Trump ficar o dia todo dizendo: eu tenho o maior exército do mundo e o maior navio do mundo?”, criticou.  

Ainda sobre a ONU, o Presidente brasileiro voltou a denunciar a postura da organização que é incapaz de convocar uma conferência mundial para a debater os vários conflitos atualmente existentes. 

“Porque a guerra da Rússia e Ucrânia demora quatro anos, quando todo mundo já sabe o que vai dar naquela guerra?”, questionou.  

O Putin [Presidente da Rússia] vai ficar com o que conquistou, Zelensky [Presidente ucraniano] vai se contentar com o que já perdeu e vai ter um acordo”, previu.  

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Iraque, Chipre e Turquia.

Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.

 MIM // ANP

By Impala News / Lusa

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