Irão reafirma exigência de aplicação de acordo com Estados Unidos
As autoridades iranianas exigiram hoje a implementação do acordo preliminar alcançado com os Estados Unidos para o fim das hostilidades no Médio Oriente, alertando ainda que procurarão a responsabilização pelos crimes de guerra cometidos contra a República Islâmica.
“A República Islâmica do Irão enfatiza a plena implementação de todas as cláusulas do acordo. O Irão apoia todas as 14 cláusulas do acordo alcançado e sublinha a importância da sua plena implementação”, disse o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, após se reunir com o Presidente do Turquemenistão, Gurbanguly Berdimuhamedow, de visita ao território iraniano para participar no funeral do antigo líder supremo Ali Khamenei, morto em ataques aéreos dos Estados Unidos (EUA) a 28 de fevereiro, no início da ofensiva conjunta com Israel.
Neste sentido, Ghalibaf advertiu que Teerão responderá a quaisquer violações do acordo.
“Se a outra parte agir de forma contrária, a República Islâmica do Irão irá confrontá-la firmemente”, reiterou, em declarações divulgadas pela agência noticiosa ISNA.
Noutra reunião, o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse às delegações da China, Namíbia e do Afeganistão, que também se deslocaram ao país da Ásia Central para participar no funeral do líder histórico do Irão, que o país “procurará” a responsabilização pelos crimes de guerra cometidos contra o Irão em fóruns internacionais.
“Atacar centros civis e matar pessoas inocentes é um exemplo claro de um comportamento contrário às normas internacionais aceites”, declarou.
Pezeshkian indicou que Teerão exigirá responsabilização e “utilizará todos os seus recursos legais e diplomáticos” para a alcançar.
“Espera-se que nenhum país permita que o seu território, instalações ou capacidades sejam disponibilizados aos agressores para agirem contra a nação e a soberania da República Islâmica do Irão”, concluiu.
Os restos mortais do antigo líder supremo do Irão foram trasladados hoje para a Grande Mesquita de Mosalla, em Teerão, antes do início das cerimónias fúnebres oficiais, que começam no sábado e irão prolongar-se até 09 de julho.
O caixão com os restos mortais de Khamenei, pintado com a bandeira iraniana, foi transportado para o interior da mesquita por várias pessoas.
Líder do país desde a morte do fundador da República Islâmica, Ruhollah Khomeini, em 1989, Khamenei foi morto juntamente com vários membros da sua família no início da ofensiva israelo-americana.
Foi posteriormente substituído pelo seu filho, Mojtaba Khamenei, que foi ferido no mesmo bombardeamento e não aparece em público desde então.
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By Impala News / Lusa