Gustavo Petro aceita liderar a oposição quando abandonar a Presidência da Colômbia
O Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, aceitou assumir a liderança política do seu partido, o Pacto Histórico, quando deixar a Presidência no próximo dia 07 de agosto, após umas férias que afirmou merecer após quatro anos de governo.
“Pediram-me em Tunja para ser líder político do Pacto Histórico, quando deixar a Presidência da República (…), aceito a proposta do meu partido”, escreveu o chefe de Estado na rede social X este domingo, um dia depois de o senador e ex-candidato presidencial Iván Cepeda ter levantado essa possibilidade durante um evento em Tunja, capital do departamento de Boyacá (centro da Colômbia).
Petro afirmou que espera “uma bancada unida” e anunciou que solicitou um “regulamento mais rigoroso” para que “toda a votação seja verdadeiramente pública”.
“Amanhã espero da bancada uma decisão unânime e pública, até mesmo no voto individual”, acrescentou o Presidente, referindo-se à tomada de posse hoje do novo Congresso e à eleição das presidências do Senado e da Câmara dos Representantes.
Para a presidência do Senado, os principais candidatos são Alfredo Deluque, do Partido da U (Partido Social de Unidade Nacional) e próximo do presidente eleito, Abelardo de la Espriella, e Honorio Henríquez, do Centro Democrático.
Quanto à Câmara dos Representantes, o candidato com mais hipóteses é o deputado uribista Daniel Briceño, o mais votado nas legislativas de 08 de março.
O Presidente cessante insistiu que, durante o seu mandato, concedeu “todas as garantias democráticas” à oposição e afirmou que “nem a direita deve ser criminalizada pelo simples facto de ser de direita, (…) nem o progressismo deve ser criminalizado”.
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By Impala News / Lusa