Guiné-Bissau: “Nenhuma democracia é mais forte quando o presidente do seu parlamento está privado da liberdade” – Aguiar Branco

O presidente da Assembleia da República portuguesa saudou hoje a libertação do opositor guineense Domingos Simões Pereira, vincando que “nenhuma democracia é mais forte quando o presidente do seu parlamento está privado da sua liberdade”.

Guiné-Bissau:

Aguiar Branco falava à imprensa no final da XV Sessão Intercalar da Assembleia Parlamentar da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), que terminou hoje na capital angolana, Luanda.

“Espero e faço votos que esta libertação seja plena, definitiva e que se possa fazer o regresso à normalidade democrática na Guiné-Bissau, que é isso que todos desejamos”, referiu o presidente do parlamento português.

Segundo Aguiar Branco, a mesma linha de pensamento foi traduzida durante os debates na reunião da XV Sessão Intercalar da Assembleia Parlamentar da CPLP e na Declaração final de Luanda.

“Apelamos a todas as instituições que possam ajudar a que essa normalidade democrática e normalidade constitucional também regresse à Guiné-Bissau”, frisou.

O presidente do histórico Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, chegou hoje ao aeroporto de Lisboa, após sair da cadeia na Guiné-Bissau, onde se encontrava em prisão preventiva, e prometeu regressar ao país para continuar “o combate”.

Sobre a presença de Domingos Simões Pereira em Portugal, Aguiar Branco frisou que o Governo português manifestou disponibilidade para acolher “alguém que estava privado da sua liberdade e por razões também de natureza humanitária”.

“Acho que sempre que se atua dentro deste quadro está-se a fazer aquilo que deve ser feito”, salientou.

Aguiar Branco realçou ainda que a libertação de Domingos Simões Pereira vai ao encontro dos objetivos da Assembleia Parlamentar da CPLP e disse esperar que “isso possa ser um passo para restaurar a lógica democrática e constitucional”.

“E que, uma vez isso acontecendo, desejamos todos que a Guiné-Bissau possa regressar em pleno direito aos trabalhos e à participação na CPLP, que todos desejamos, porque ela será seguramente mais forte se isso acontecer”, expressou.

NME // MLL

By Impala News / Lusa

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