Governo guineense manda encerrar rádios privadas por alegada falta de pagamento de licença

O Governo de transição na Guiné-Bissau ordenou hoje o encerramento das emissões e instalações das rádios privadas que operam no país por alegada falta de pagamento de licença, anunciaram, em comunicado, as duas estações.

Governo guineense manda encerrar rádios privadas por alegada falta de pagamento de licença

A medida deve abranger cerca de 10 rádios entre as de vocação comercial, religiosa ou pertencentes às Organizações Não-Governamentais.

Através de comunicados divulgados nas respetivas páginas nas redes sociais, as rádios Capital FM e Sol Mansi, da Igreja Católica, anunciaram o encerramento das suas emissões desde as primeiras horas de hoje.

A Capital FM escreveu que encerra as suas emissões “por tempo indeterminado” na sequência de uma notificação que lhe foi entregue hoje por inspetores do Ministério da Comunicação Social.

A Sol Mansi refere que a ordem dos serviços de Inspeção do Ministério da Comunicação Social implica “a cessação imediata das transmissões, lacração dos equipamentos e apreensão cautelar de equipamentos, quando necessário”.

A medida tem a duração de sete dias, prazo que pode ser prorrogado, destaca-se no comunicado da rádio da Igreja Católica guineense.

Ainda de acordo com a emissora, no entender do Governo, as rádios privadas atuam sem licença de operação válida, outras estão com a licença vencida sem renovação, com falta de comprovação do pagamento de taxas anuais ou com débitos pendentes junto do Ministério da Comunicação Social.

Em caso de não regularização destas situações, o Governo admite encerrar, de forma definitiva, as rádios em falta, assinala-se ainda no comunicado da Sol Mansi, adiantando-se que cada estação deveria pagar cinco milhões de francos CFA (cerca de 7,5 mil euros) para obter a licença de funcionamento.

As rádios afetadas com a medida lamentam que a medida tenha surgido “antes da conclusão do processo de diálogo em curso” sobre a regularização das licenças entre o Governo e o Fórum dos Órgãos de Comunicação Social Privados da Guiné-Bissau.

*** A delegação da agência Lusa na Guiné-Bissau está suspensa desde agosto após a expulsão pelo Governo dos representantes dos órgãos de comunicação social portugueses. A cobertura está a ser assegurada à distância ***

MLL // VM

By Impala News / Lusa

Adicione a Impala como fonte preferida google share