Conspiração no Departamento de Justiça: As 50 páginas que o FBI tentou esconder sobre Trump
Investigação da NPR revela que o Departamento de Justiça dos EUA reteve mais de 50 páginas de documentos do caso Epstein que detalham abusos de Trump a uma menor.
A investigação mais recente sobre o caso Epstein acaba de ganhar contornos de thriller político. O Departamento de Justiça (DOJ) dos Estados Unidos está sob fogo cruzado após uma denúncia da estação NPR revelar a existência de cerca de 50 páginas de documentos omitidos da base de dados pública. Nestes registos, surgem detalhes gráficos de um alegado abuso sexual cometido por Donald Trump contra uma menina de 13 anos.
O que escondem os ficheiros do caso Epstein?
A análise da NPR focou-se na numeração sequencial dos ficheiros entregues ao público. Ao cruzar os dados, os jornalistas detetaram “buracos” nas séries numéricas, confirmando que dezenas de páginas de relatórios do FBI e notas de entrevistas foram deliberadamente deixadas de fora.
Entre o material retido, encontram-se depoimentos de uma mulher que alega ter sido abusada por Trump em 1983. Segundo a vítima, o encontro terá sido facilitado pelo próprio Jeffrey Epstein, o falecido financeiro condenado por tráfico sexual.
Um padrão de omissão no topo do Poder
Não é a primeira vez que o nome do atual Presidente surge associado a figuras polémicas do submundo de Epstein. Recentemente, outros documentos revelaram que Trump teria dito que “todos sabiam” sobre os comportamentos do predador sexual na Florida.
O que torna este caso atual mais grave é a suspeita de intervenção política no sistema judicial. Democratas no Congresso já pediram explicações urgentes à Procuradora-Geral Pam Bondi, questionando se o DOJ agiu para proteger a reputação do Presidente em vez de cumprir a lei de transparência.
Outros casos que fazem tremer o sistema
O escândalo Epstein continua a ser a caixa de Pandora das elites globais. Recentemente, vimos desenvolvimentos noutros eixos:
O cerco ao Príncipe Andrew: As autoridades britânicas continuam a investigar o envolvimento do antigo membro da família real com a rede de tráfico.
O acordo das vítimas: O espólio de Epstein concordou recentemente em pagar 35 milhões de dólares em indemnizações, mas o fecho financeiro não apaga as feridas da falta de transparência judicial.
A resposta da Casa Branca
Em comunicado, a Casa Branca desvalorizou a investigação da NPR, afirmando que o Presidente Trump foi o responsável por assinar a lei que permitiu a divulgação dos ficheiros e que as alegações são “difamatórias e fabricadas”. No entanto, a ausência física das páginas na base de dados pública continua sem explicação técnica convincente por parte das autoridades federais.