Bruno Mascarenhas: Vereador do Chega em Lisboa condenado por injúrias
O vereador do Chega na Câmara de Lisboa Bruno Mascarenhas foi condenado a multa e indemnização por injúrias à ex-mulher. Saiba todos os detalhes do caso.
A justiça portuguesa condenou Bruno Mascarenhas, o único vereador do partido Chega na Câmara Municipal de Lisboa, por crimes de injúria contra a ex-mulher. O caso, que remonta a conflitos pessoais ocorridos em 2021, foi recentemente revelado pela revista Sábado e confirmado por outros órgãos de comunicação social nacionais.
O tribunal considerou provado que o vereador utilizou expressões ofensivas e humilhantes. Eis os termos e acusações que sustentaram a condenação:
– Insultos diretos: O autarca chamou à ex-mulher termos como “prostituta” e “sopeirita”.
– Acusações de promiscuidade: Mascarenhas acusou a vítima de ter um “corrupio de gajos” em casa.
– Ofensas graves: Nas mensagens enviadas, o vereador afirmou ainda que a ex-mulher “abria as pernas” a esses homens na presença dos próprios filhos do antigo casal.
O contexto da decisão judicial
O Tribunal Local Criminal de Lisboa proferiu a sentença que considerou provados os factos imputados ao autarca. De acordo com os registos judiciais, as injúrias foram proferidas através de mensagens escritas enviadas à ex-mulher. O tribunal sublinhou que a conduta do arguido ultrapassou os limites da liberdade de expressão no contexto de uma separação conflituosa.
Penas e indemnizações aplicadas
A condenação de Bruno Mascarenhas resultou em sanções pecuniárias e obrigações de reparação civil:
– Pena de multa: O vereador foi condenado ao pagamento de 60 dias de multa, à taxa diária de 10 euros, perfazendo um total de 600 euros.
– Indemnização à vítima: O tribunal fixou o pagamento de 750 euros à ex-mulher por danos morais causados pelas ofensas.
– Custas processuais: O autarca terá ainda de suportar os custos inerentes ao processo judicial (www.temporary.new.impala.pt/noticias/politica).
A reação política e o impacto no mandato
Bruno Mascarenhas, que assumiu o lugar na autarquia lisboeta após a saída de candidatos que o precediam na lista, tem mantido uma postura de discrição sobre o assunto. Em declarações à Imprensa, o vereador classificou o episódio como uma “questão estritamente privada”.
O partido Chega, liderado por André Ventura, não emitiu, até ao momento, qualquer nota oficial de demarcação ou sanção disciplinar interna. Bruno Mascarenhas continua a exercer as suas funções na vereação de Lisboa, onde tem sido a voz do partido em temas como a segurança e a habitação.
Implicações para a imagem da autarquia
O caso coloca sob os holofotes a conduta ética dos representantes eleitos na capital. Embora a condenação não implique a perda automática de mandato, uma vez que não se trata de um crime de responsabilidade no exercício de funções públicas, o desgaste político é inevitável. A oposição tem acompanhado o caso com atenção, embora sem pedidos formais de renúncia imediatos.