Ano agrícola em Angola garante 70% das necessidades de cereais

O atual ano agrícola angolano, que começou em setembro, conta com uma cobertura de cereais de cerca de 70% das necessidades, anunciou hoje o diretor do Instituto Nacional de Cereais (Incer) de Angola, Benjamim Castelo.

Ano agrícola em Angola garante 70% das necessidades de cereais

Luanda, 11 mai (Lusa) – O atual ano agrícola angolano, que começou em setembro, conta com uma cobertura de cereais de cerca de 70% das necessidades, anunciou hoje o diretor do Instituto Nacional de Cereais (Incer) de Angola, Benjamim Castelo.


Em declarações à imprensa, à margem da reunião promovida em Luanda pelo Ministério da Agricultura de Angola, e que juntou agentes económicos ligados ao agronegócio, aquele responsável afirmou que o aumento do volume de insumos para o setor agrícola fez parte de uma “estratégia” da tutela, para permitir aumentar a produção.


“Especialmente de fertilizantes que são um dos fatores principais para o aumento da produtividade, numa perspetiva, por exemplo, de esse ano cobrir 70% as necessidades do país em matéria dos cereais”, disse.


Dados do Incer relativos a 2016 indicam que o país produziu 1,8 milhões de toneladas de vários tipos de cereais, como milho, massango, massambala, arroz e trigo, contra os cerca de 4,5 milhões de toneladas necessárias para o consumo nacional.


O diretor do Incer admitiu ainda que o cenário de crise que Angola vive tem limitado uma distribuição mais alargada de cereais.


“Não é uma cobertura completa devido à crise que estamos a viver no país, em matéria de recursos para aquisição daquilo que nós não produzimos e importamos, como são os fertilizantes”, acrescentou.


Benjamim Castelo exortou ainda a participação de outros atores que intervêm na cadeia de valor do setor para uma melhor distribuição do excedente da mandioca e batata-doce.


“Porque em relação a mandioca e à batata-doce temos uma produção excedentária, mas vamos aos mercados e não encontramos, porque faltam os intermediários”, explicou.


De acordo com o responsável, as instituições financeiras devem participar “ativamente” não só no processo de “aquisição de insumos”, mas sobretudo no “financiamento daqueles empreendedores” que querem entrar na área da produção de insumos a nível local.


“Na montagem de unidades de fábricas de equipamentos agrícolas, na formulação de adubos do país ou na produção de charrua, localmente”, concluiu.



DYAS // EL

By Impala News / Lusa

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