Oito concelhos em perigo máximo de incêndio e até 43 graus previstos na quinta-feira

Oito concelhos dos distritos de Castelo Branco, Portalegre e Faro estão hoje em perigo máximo de incêndio rural, segundo o IPMA. A semana que começa vai agravar progressivamente o risco: na quinta-feira, todo o território continental estará em perigo máximo ou muito elevado, com temperaturas que podem atingir os 43 graus no vale do Tejo e no Alentejo.

Oito concelhos em perigo máximo de incêndio e até 43 graus previstos na quinta-feira

A semana começa com oito concelhos dos distritos de Castelo Branco, Portalegre e Faro em perigo máximo de incêndio e todas as regiões do interior de Portugal continental em perigo muito elevado. O cenário vai agravar-se diariamente ao longo desta semana.

Cinco distritos do interior estão hoje sob aviso amarelo por tempo quente e seco, com temperaturas máximas a oscilar entre os 31 e os 37 graus. Os avisos serão estendidos a todo o território continental na quarta-feira, e o IPMA avisou que “é muito provável que o nível dos avisos seja agravado em vários distritos nas atualizações ao longo dos próximos dias”.

O pico: quinta-feira com até 43 graus

O IPMA prevê “um longo período com tempo quente e seco”, com a temperatura máxima a atingir valores entre os 40 e os 43 graus no vale do Tejo e no Alentejo na quinta-feira, podendo estender-se a outros locais no final da semana. A temperatura mínima vai também aumentar nos próximos dias para valores superiores a 20 graus, com grande parte do território em condições de noites tropicais.

A causa é um anticiclone localizado a norte/noroeste dos Açores, que se estende em crista até ao Golfo da Biscaia e que a partir de hoje se vai deslocar para leste, intensificando o calor sobre a Península Ibérica.

Na previsão do tempo para hoje e na previsão do tempo para amanhã, o IPMA antecipa a progressão desta onda de calor que vai endurecer ao longo da semana.

Europa em ‘brasas’

Esta onda de calor insere-se num padrão mais amplo que tem afetado toda a Europa. A onda de calor europeia de 2026 levou quase metade das cidades do continente a bater recordes de stress térmico e já causou mais de 1.300 mortos em toda a Europa desde 21 de junho, segundo a OMS. O calor húmido perigoso é um fenómeno que mais do que duplicou desde 1970 e os seus efeitos são particularmente graves para grupos vulneráveis.

O que fazer esta semana

Em dias de calor extremo, reconhecer os sinais de alarme é fundamental. Tonturas, dores de cabeça intensas, pele seca e quente sem transpiração e confusão mental são sinais de que o organismo está em dificuldade. Manter-se hidratado, evitar a exposição ao sol entre as 11h00 e as 17h00 e optar por alimentos que ajudam o corpo a manter-se fresco são medidas simples mas eficazes.

Em caso de incêndio rural, o número de emergência é o 112. Deve evitar-se circular em zonas florestais durante as horas de maior risco e reportar imediatamente qualquer foco às autoridades.

Luís Martins; WiN
Imagem Lusa

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