Movimento Missão Escola Pública “não augura nada de bom” para segunda fase dos exames (C/ÁUDIO e VIDEO)
O representante do Movimento Missão Escola Pública João Francisco Silva disse hoje que não “augura nada de bom” para a segunda fase dos exames nacionais, porque o ministro da Educação, Fernando Alexandre “não está a resolver nada”.
“Não auguro nada de bom para a segunda fase”, afirmou aquele professor e membro do movimento que participou hoje num protesto em frente ao Ministério da Educação, em Lisboa.
A perspetiva, aliás, “é que se complique ainda mais [a situação]”, defendeu, lembrando que “terminou uma primeira fase de exames, as reapreciações estão a começar agora, praticamente ao mesmo tempo que vão surgindo as avaliações da segunda fase dos exames, e se os problemas que existiam não são resolvidos, que de facto não estão a ser”, não se pode esperar nada de bom, adiantou.
Segundo João Francisco, “quando o ministro afirma que está a resolver os problemas ele não está a resolver”.
Para o representante do movimento, o ministro “está apenas a solucionar aquilo que nós vamos reportando”.
E “há muitas promessas que não foram cumpridas”, sublinhou.
O professor de português João Francisco fez esta declaração em resposta a uma questão colocada pela Lusa, no momento em que participava na manifestação organizada pelo movimento Chumbado.pt, composto por alunos do Ensino Secundário, que contou com o apoio e participação da Associação Académica de Coimbra e do Movimento Vida Justa, da Missão Escola Pública e do SOS Escola Pública, bem com a presença da Federação Nacional de Professores e de responsáveis de vários partidos de esquerda.
A manifestação, que decorreu ao final da tarde em frente ao Ministério da Educação, juntou mais de uma centena de alunos e professores em protesto contra o que dizem ser “o caos” instalado nos exames e pedindo a demissão do ministro.
O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, anunciou hoje que o seu ministério recebeu até esta data cerca de 8.900 pedidos de reapreciação de provas do Ensino Secundário, mais 43% do que os 6.200 pedidos registados na primeira fase do ano passado.
“Com toda a incerteza que existiu” com o processo de classificação digital, houve 8.900 pedidos de reapreciação das provas, contra os cerca de 6.200 do ano passado, disse o ministro, quando ainda decorre o prazo para a reapreciação de provas no caso dos alunos que receberam as classificações com atraso.
Até quinta-feira à noite, havia ainda cerca de 600 alunos que tinham recebido uma prova “que não correspondia na totalidade ao seu caso”, revelou ainda Fernando Alexandre, em declarações aos jornalistas na Universidade do Minho.
Na véspera à noite, o ministro tinha dito haver problemas com 680 exames, apontando este número como sendo residual num universo das cerca de 290 mil provas realizadas.
Os alunos têm dois dias úteis para pedir a reapreciação após receberem as provas para consulta.
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By Impala News / Lusa