Jovem médico dedica o resto da vida a estudar doença que o mata

Um jovem médico fica cinco vezes às portas da morte e dedica o tempo que lhe resta à procura de uma cura para a sua doença rara

Jovem médico dedica o resto da vida a estudar doença que o mata

Um jovem estudante de 25 anos estava no terceiro ano do curso de medicina quando de repente os seus orgãos começaram a falhar. Depois de ter consultado vários especialistas, ter-se submetido a vários tratamentos e enfrentado a morte cinco vezes, David Fajgenbaum, hoje com 32 anos, não sabe quanto tempo é que lhe resta mas decidiu dedicar a sua vida em encontrar uma cura.

Frequentava o terceiro ano de faculdade na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, quando David Fajgenbaum começaram os sintomas, que apesar de ter achado estranhos, concluiu que podiam ser devido ao stress que a maioria dos estudantes de medicina sentem. Entre os sintomas o estudante tinha os gânglios linfáticos inchados, suores nocturnos e uma anormal sensação de cansaço constante. Passado algumas semanas, enquanto estava a realizar um exame ginecológico, David Fajgenbaum teve uma dor abdominal fortíssima e foi directamente para urgências.

Tendo sido imediatamente internado, nas seguintes sete semanas, o jovem estudante ganhou 32 quilos devido à produção excessiva de líquido linfático no seu corpo, acabando por ter uma hemorragia retiniana (na retina dos olhos) que o deixou temporariamente cego de um olho.  Apesar de ter feito um tratamento na altura com esteróides e ter tido alta, David Fajgenbaum, nunca teve um diagnóstico.

Passado um mês, a inexplicável doença volta a atacar e desta vez os esteróides não fazem qualquer efeito e os médicos acharam que o jovem ia mesmo morrer. Mas quando os especialistas submeteram David Fajgenbaum a quimioterapia, o jovem americano melhorou e sobreviveu ao episódio. Foi nesse momento que os médicos descobriram que David Fajgenbaum sofria da doença de Castleman. Geralmente, esta doença é tratada com uma simples cirurgia e para a maioria dos pacientes os sintomas não são muito acentuados. Infelizmente, David Fajgenbaum também descobriu que sofria de uma variação dessa doença, que é mortal.

De paciente a especialista

Foi depois de estar duas vezes às porta da morte que David Fajgenbaum decidiu começar a estudar a fundo a doença que o ensombrava. David Fajgenbaum reuniu todos os dados da sua doença e quando esteve internado analisou todos os relatórios médicos, resultados de laboratório e toda a informação que conseguisse reunir sobre a doença. Durante todas as suas recuperações o jovem passava horas a estudar e finalmente descobriu que um dos maiores impedimentos para a evolução da cura da doença era que os investigadores que tratavam desta área não trocavam entre si os avanços que iam fazendo na matéria.

“Eu passava dia e noite na sala de estar a examinar os documentos”, explicou David Fajgenbaum ao The Hunffington Post.

Graças à sua pesquisa, à monitorização constante da sua doença e à exposição mediática que teve, David Fajgenbaum conseguiu impulsionar a criação da Castleman Disease Collaborative Network. Trata-se de uma organização que reúne cerca de 400 investigadores e médicos de todo o mundo para compreender e encontrar uma cura para esta doença.

Hoje David Fajgenbaum tem 32 anos já é médico especialista nesta doença e está casado desde 2014. Apesar de já ter estado cinco vezes às portas da morte e ainda não ter encontrado uma cura, David Fajgenbaum quer dedicar todas as horas da sua vida na procura da cura para a doença de  Castleman.

 

 

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